Sábado, Maio 30, 2009

ROBERTO CARLOS PRA SEMPRE (ANOS 60)

Edição Original em LP CBS 37.352
(Agosto 1964)

Gravado no Estúdio CBS do Rio de Janeiro, em Junho de 1964. Acompanhamento por The Youngsters. Produzido por Evandro Ribeiro. Reedição 2004, remasterizada por Ricardo Garcia.
Edição Original em LP CBS 37.304
(Novembro 1963)
Gravado no Estúdio CBS do Rio de Janeiro em Setembro de 1963, exceto faixas 3 e 10. Acompanhamento da Orquestra sob a direção de Astor, exceto faixa 3 (com Renato e Seus Blue Caps) e faixas 1, 5 e 9 (com The Angels). Produzido por Evandro Ribeiro. Técnico de gravação: Reynaldo. Reedição 2004, remasterizada por Ricardo Garcia.
DESTAQUE NA IMPRENSA:
«Roberto Carlos é de longe, dentre os outros cantores da música jovem, o que reúne o maior número de fãs. Seu disco Triste e Abandonado estourou mesmo, e Splish Splash está apontando bastante. Talvez nem ele saiba da sua força em Minas. Roberto é um dos cantores que está em maior evidência em Minas Gerais. Ele é um exímio pianista e compositor de méritos, autor de várias melodias do repertório de Wanderléa, Cleide Alves e Célia Vilela. Já fez inclusive seu debut no cinema em Esse Rio Que Eu Amo

FIGHT FOR ANIMAL RIGHTS!

What a Wonderful World...

Sexta-feira, Maio 29, 2009

THE BEATLES RETURN TO HAMBURG









THIS EXHIBITION, CALLED "BEATLEMANIA" OPENS TODAY!

Quarta-feira, Maio 27, 2009

FINALLY!

A comprehensive and clear translation of
Joe Cocker’s inspired 1969 Woodstock performance.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

THE SIMPLE DREAMS OF LINDA

Original Released on LP Asylum 6E-104 (US, 1977)
Featuring a broader array of styles than any previous Linda Ronstadt record, Simple Dreams reconfirms her substantial talents as an interpretive singer. Ronstadt sings Dolly Parton ("I Never Will Marry") with the same conviction as the Rolling Stones ("Tumbling Dice"), and she manages to update Roy Orbison ("Blue Bayou") and direct attention to the caustic, fledgling singer/songwriter Warren Zevon ("Poor Poor Pitiful Me" and "Carmelita"). The consistently adventurous material and Ronstadt's powerful performance makes the record rival Heart Like a Wheel in sheer overall quality. (in AllMusic)

Quinta-feira, Maio 21, 2009

JOÃO BÉNARD DA COSTA: 1935 >>> 2009


João Bénard da Costa foi sempre um “cinefils”, um filho do cinema. Os pais iam ver filmes todos os sábados, uma prima anotava-os, toda a gente lhe contava enredos, e ele próprio começou cedo a ir sózinho.
Mas a “cinefilia aguda” só se desenvolve a partir de 1969. «O Cinema, até entrar para a Gulbenkian, não tem um lugar muito importante na minha vida. É uma coisa de que gosto muito, como de literatura, pintura ou música, sobre a qual escrevo ocasionalmente, mas não é exclusiva — até é relativamente marginal nos anos 60, uma música ao longe.» (revista “Pública”, 2001).
O que acontece em 1969 é que Bénard vai organizar a secção de cinema no serviço de Belas Artes da Gulbenkian, com ciclos que hão-de marcar milhares de espectadores.
Que os havia, e muitos, nesse Portugal de interditos, provou-se logo na primeira sessão, em 1973, com “Roma, Cidade Aberta” apresentada pelo próprio Rosselini. Em cima da hora a censura ainda quis actuar, mas conteve-se por o realizador já estar em Lisboa. Tendo dormido e até ressonado na sessão — porque detestava rever os próprios filmes —, Rosselini acordou com uma ovação de 10 minutos, entre gritos de “Abaixo o fascismo!” e “Liberdade! Liberdade!” Henri Langlois, o mítico director da Cinemateca Francesa, estava lá, e viu nessa explosão a emergência do 25 de Abril.
Foi também nesse ano que João Bénard começou a ensinar Cinema no Conservatório. Só deixou de dar aulas em 1980, quando — a convite de Vasco Pulido Valente, então secretário de Estado da Cultura — entrou para a Cinemateca Portuguesa como subdirector. Em 1991, sucedeu a Luís de Pina na direcção, até hoje.
Ao todo são quase 30 anos de trabalho que, além de criarem o Arquivo Nacional de Imagens em Movimento, fizeram da casa lisboeta uma parceira de Paris, Bruxelas, Madrid, Lausanne ou Helsínquia em inúmeros ciclos, capaz de trazer cineastas como Claude Chabrol ou Jean-Marie Straub e de cruzar na programação actores, fotógrafos, artistas plásticos ou escritores.

O que Bénard escreveu em livros, catálogos e incontáveis “folhas-de-sala”— sobre Buñuel, Lang, Sternberg, Hawks, Ray, Hitchcock, Mizoguchi, Dreyer, Renoir, Oliveira, Buñuel, Capra, Godard, Bergman, Lynch, Cronenberg ou César Monteiro — representou para muita gente toda uma nova possibilidade de ver cinema, e dentro dele a infinita possibilidade humana.
Depois, nos anos 90 de “O Independente”, esse universo fundiu-se com a própria vida de Bénard em crónicas que alternavam “Os Meus Filmes da Vida” com “Os Filmes da Minha Vida”.
Quem, entre os que o leram, não sabe como se apaixonou por Esther Williams ou Alida Valli (e Gene Tierney?, e Anna Karina?, e a Isabella que a Ingrid Bergman teve com Rosselini?)
Quem consegue pensar em “Johnny Guitar” sem pensar em João Johnny Bénard (que sobre este filme mil vezes disse “Porque era ele, porque sou eu”)?
Como Godard, Bénard acreditava que não há o mais belo dos filmes, porque 100, 300 ou 500 são, naquele momento, o mais belo dos filmes.
(Alexandra Lucas Coelho in PÚBLICO)
«Muitas vezes ouvi a banda sonora de Johnny Guitar sem ver as imagens. Tudo vem, por acréscimo, toda a memória do filme se repovoa. Mas, para que isso suceda, é preciso haver memória, é preciso ter-se visto o filme. Se é verdade que Johnny Guitar é também uma ópera, não o é menos que está dependente daquela única e irredutível mise en scène.
(...)
Johnny Guitar não se explica. Conta-se (vê-se) outra, outra e outra vez como as histórias que se contam às crianças, até que tudo se saiba de cor e se aprenda que tudo está certo nelas. É a Imitação de Cristo dos cinéfilos. Basta abrir-se ao acaso e encontra-se a frase certa. Basta ver pela sexagésima oitava vez e encontra-se a resposta certa para o que se está a viver.»
(in "Os Filmes da Minha Vida / Os Meus Filmes da Vida", Novembro de 1990)

Terça-feira, Maio 19, 2009

SALUT LES COPAINS 5


Quinta-feira, Maio 14, 2009

SILVINHA ARAÚJO: 1967 >>> 1971

A brasileira Sílvia Maria Vieira Peixoto Araújo nasceu a 16 de setembro de 1951, em Mariana, e foi criada em São João Del Rey (ambos os locais situados em Minas Gerais). Começou a cantar por volta de 1963, apresentando-se na rádio e programas culturais, com o coral de músicas folclóricas organizado pela mãe, uma professora de música. Em 1965 a família muda-se para Belo Horizonte, onde a jovem, com apenas 14 anos, participa no programa da TV Excelsior, “Só Para Mulheres”. Dois anos depois, já no Rio de Janeiro, é descoberta no programa do Chacrinha e grava o seu primeiro compacto para a Odeon, “Vou Botar Pra Quebrar / Feitiço de Broto”, ambos os temas assinados por Carlos Imperial. Estamos em 1967 e Silvinha apanha ainda o comboio da Jovem Guarda, movimento musical em que terá o seu apogeu, ao lado de ícones como Roberto Carlos ou Wanderléa. Em 1971 grava o terceiro e último album para a mesma editora, album esse que marca uma mudança radical quer no repertório quer na maneira de cantar, que se aproxima mais do blues – chega a ser apelidada nessa altura como a Janis Joplin brasileira.
Então já casada com Eduardo Araújo, outro nome importante da Jovem Guarda, Silvinha interrompe a sua carreira artística durante toda a década de 70, dedicando-se à gravação de jingles publicitários (será rara a campanha brasileira que não tem a sua voz por detrás, tantos foram os jingles por ela gravados – diz-se que cerca de dois mil). Nos anos 80 é jurada de concursos de caloiros (no programa dominical de Sílvio Santos) e grava ao lado dos nomes mais conceituados do Brasil. Lança o album “Suave é a Noite” em 2001, repleto de temas românticos e diversas participações especiais, e seis anos depois, em parceria com o marido, edita um DVD comemorativo dos 40 anos da Jovem Guarda. Silvinha vem a falecer a 25 de Junho de 2008, em São Paulo, com apenas 56 anos, vítima de um cancro na mama.

Terça-feira, Maio 12, 2009

DOCTOR ZHIVAGO (1965)

Estreia nos EUA: 1965, Dezembro 22

5 Oscars: Argumento-Não Original, Fotografia, Direção Artística e Cenários, Música Original e Guarda-Roupa;
e mais 5 nomeações: Filme, Realização, Montagem, Som e Actor Secundário (Tom Courtenay)

Argumento: Robert Bolt, segundo
a novela de Boris Pasternak
Cinematografia: Freddie Young
Montagem: Norman Savage
Música Original: Maurice Jarre
Direcção Artística: John Box, Terence Marsh
e Gil Parrondo
Cenários: Dario Simoni
Guarda-Roupa: Phyllis Dalton
CAST:
Omar Sharif....Yuri Zhivago
Julie Christie....Lara
Geraldine Chaplin....Tonya
Rod Steiger....Victor Komarovsky
Alec Guinness ....Gen. Yevgraf Zhivago
Tom Courtenay....Pasha Antipova/Strelnikov
Siobhan McKenna....Anna
Ralph Richardson....Alexander Gromeko
Rita Tushingham....The Girl
Jeffrey Rockland....Sasha
Klaus Kinski....Kostoyed Amourski
Adrienne Corri....Amelia, Mother of Laraetc.

etc.
Antepenúltimo filme de David Lean, “Doctor Zhivago” constitui, juntamente com “Bridge On The River Kwai” (1957) e “Lawrence Of Arabia” (1962), o tríptico épico do realizador. Com os bolsos recheados de Oscares por aqueles dois filmes (um total de 14, distribuídos equitativamente) Lean partiu para a realização do “Doutor Jivago” com toda a liberdade deste mundo. Seria a sua terceira e última produção.

Boris Pasternak, o autor da novela, veria a sua obra ser reconhecida pelo mundo das letras, que tencionava atribuir-lhe o prémio Nobel da literatura em 1958. Infelizmente, o governo da União Soviética tirou-lhe tal distinção ao ameaçar extraditá-lo do País caso ele se deslocasse a Estocolmo para receber o prémio. Pasternak, sobrepondo o seu amor pela terra-pátria a tudo o mais, foi obrigado a declinar por escrito tal honraria, confessando-se indigno da mesma. Entretanto o livro consegue ultrapassar fronteiras e é editado pela primeira vez em Itália. Pouco depois é a difusão maciça em inúmeros Países, originando um êxito total quer junto do público quer junto da crítica especializada.
Conhecendo uma primeira adaptação televisiva em 1959 (no Brasil e a preto-e-branco), a obra vê os seus direitos para cinema serem adquiridos pelo produtor italiano Carlo Ponti, no intuito de a sua mulher (a actriz Sophia Loren) poder desempenhar o papel de Lara. Felizmente que David Lean tinha o controle absoluto sobre tudo e depressa contariou tal intenção alegando que a actriz era demasiado alta para o personagem.
Como em equipa vencedora não se mexe, Lean reuniu a grande parte das pessoas que com ele tinham trabalhado em “Lawrence Of Arabia” com tão bons resultados: Robert Bolt (Argumento), Freddie Young (Cinematografia) e Maurice Jarre (Música) foram os coordenadores de uma vasta equipa de técnicos altamente qualificados que dariam ao novo filme a imagem de marca do seu mentor.
Falar de “Doutor Jivago” é falar de toda a beleza que o filme nos faz sentir em cada visionamento. Essa beleza, aliada a uma música inesquecível, envolve uma história de amor intemporal, constituindo o todo um dos filmes mais românticos (extravagantemente romântico) de toda a história do cinema. Tudo nos é transmitido pelos olhos de um poeta e é esse olhar que faz a diferença.

Razão tinha Lean quando insistia com Omar Sharif (aqui no papel de toda uma carreira) em não se comportar como um actor mas, pelo contrário, tentar “representar” o menos possível, se possível não fazendo absolutamente nada. Aposta claramente ganha do realizador, que consegue utilizar o olhar do actor como veículo preferencial de elipses temporais.

Apenas um exemplo, dos mais felizes: quando, em Varykino, Jivago antecipa o tão aguardado encontro com Lara através dos cristais de gelo na janela, cristais esses que se transformam em girassóis, que por sua vez se vão diluir no rosto magnífico de Lara, onde uns olhos ansiosos aguardam já pela aproximação de Jivago na biblioteca de Yuryakin. Cabe aqui referir uma pequena “artimanha”, que contribui eficaz e decisivamente para o sucesso do filme – o facto da relação entre Jivago e Lara nos ser anunciada logo no início do filme mas apenas se vir a consumar muito tempo depois. A espera é intencional, pois obriga o espectador a desejar aquele encontro ao longo de mais de metade do filme. E sabemos muito bem que o maior desejo se encontra na antecipação e não na “posse” propriamente dita. O verdadeiro amor tem sempre o condão de ser paciente...

Temos assim uma história de amor no centro da acção, com a revolução soviética como pano de fundo. Mas se esta é apenas um mero enquadramento político, aquela também não passa de um pretexto para mostrar o que é realmente importante no desenrolar do filme. E o que é importante em “Doutor Jivago” são as pessoas. Não como entidades abstractas de qualquer manifestação mas pelo contrário como indivíduos bem diferenciados que inoportunamente se vêm envolvidos em acontecimentos que os transcendem e relativamente aos quais se sentem impotentes de controlar. Num tempo em que a História não tinha tempo para os sentimentos pessoais, é o lado íntimo que assume o papel de resistente, nem que isso implique o desterro ou a morte. Boris Pasternak faleceu a 30 de Maio de 1960, vitimado por um ataque cardíaco, embora sofresse também de um cancro nos pulmões. Olga Ivinskaya, amante do novelista, que lhe serviu de inspiração para o personagem de Lara, morreu muito mais tarde, aos 82 anos (1995) em Moscovo, mas depois de ter sido enviada, por duas vezes, para campos de concentração de trabalhos forçados. A razão? Apenas o grande amor que a uniu ao escritor...

Quando da estreia mundial de “Doctor Jhivago”, alguns dias antes do Natal de 1965, a crítica americana, sempre veloz nos seus julgamentos sumários, arrasou por completo o filme. David Lean ficou tão desgostoso com tal reacção (apesar do imenso sucesso junto ao público) que jurou na altura não mais realizar qualquer outro filme. Felizmente que tal promessa foi quebrada, embora apenas por duas vezes mais: em “Ryan’s Daughter”(1970) e por último em “A Passage To India” (1984). David Lean morreu de cancro em 16 de Abril de 1991. E apenas três anos mais tarde é que “Doctor Jhivago” foi exibido pela primeira vez na Rússia.
CITAÇÕES MEMORÁVEIS:

Gromeko: "Good marriages are made in heaven . . .
or some such place"
>>>
Komarovski: "There are two kinds of men and only two.
And that young man is one kind. He is high-minded.
He is pure. He's the kind of man the world pretends
to look up to, and in fact despises.
He is the kind of man who breeds unhappiness,
particularly in women. Do you understand?
I think you do. There's another kind.
Not high-minded, not pure, but alive.
Now, that your tastes at this time should incline
towards the juvenile is understandable;
but for you to marry that boy would be a disaster.
Because there's two kinds of women.
There are two kinds of women and you, as we well know,
are not the first kind. You, my dear, are a slut"

>>>
Zhivago: "What happens to a girl like that,
when a man like you is finished with her?"
Komarovski: "You're interested?"
Zhivago: "You shouldn't smoke. You've had a shock."
(Pulls cigar from his mouth, drops it in the toilet.)
Komarovski: "I give her to you, Yuri Andreavich.
As a wedding present."
>>>
Gen. Yevgraf: "Tonya, can you play the balalaika?"
Engineer: "Can she play? She's an artist!"
Gen. Yevgraf: "And who teached her?"
Engineer: "Nobody"
Gen. Yevgraf: "Ah, then it's a gift"

CURIOSIDADES:

O interior do palácio de gelo foi em grande parte executado em cera de abelhas.
>>>
A mulher que Jivago tenta puxar para dentro do comboio em andamento sofreu na realidade uma queda o que lhe originou diversas escoriações (e não a amputação de qualquer perna como erradamente se fez crer). A cena usada no filme é a desse acidente, muito embora apenas seja mostrado o início da queda.
>>>
Grande parte dos exteriores do filme foram rodados em Espanha (outros na Finlândia), em pleno regime fascista do general Franco. Durante a sequência da multidão a entoar "a internacional" (rodada pelas 3 da madrugada) a polícia espanhola compareceu no local pensando que uma verdadeira revolução se estava a iniciar e insistiu em permanecer até à conclusão das filmagens. Por outro lado, houve pessoas que acordaram pensando que finalmente o general Franco tinha sido derrubado.

Este é um daqueles filmes que se vê dezenas de vezes ao longo da vida. E sempre com um prazer redobrado. Existem muitas razões para isso; e provavelmente a excelente banda musical será uma delas. Da autoria de um homem que faleceu recentemente (conforme neste blog foi recordado) mas cuja música viverá para sempre: MAURICE JARRE. Esta é a partitura completa, digitalmente remasterizada, e editada em 1995 para comemorar o 30º aniversário do filme. Aproveitem!




RATO'S NOSTALGIA COLLECTION Nº 53


Domingo, Maio 10, 2009

MAY 1969: NEW SONGS ON THE TOPS

(a compilation from the TOPs of France, UK and US):
Andy Williams: Happy Heart
Antoine: Qu'est-ce Que Tu As Mis Dans Le Café?
Bill Deal & The Rhondels: I've Been Hurt
Bobby Vinton: To Know You Is To Love You
Buchanan Brothers: Medicine Man (Part I)
Classics IV Featuring Dennis Yost: Everyday With You Girl
Creedence Clearwater Revival: Bad Moon Rising
Dusty Springfield: The Windmills Of Your Mind
Edwin Hawkins Singers: Oh Happy Day
Elvis Presley: In The Ghetto
Flirtations: Nothing But A Heartache
Françoise Hardy: Étonnez-moi Benoit
Glen Campbell: Where's The Playground Susie
Grass Roots: The River Is Wide
Henry Mancini: Love Theme From Romeo & Juliet
Herbert Léonard: Oui Dans Ma Vie
Herman's Hermits: My Sentimental Friend
Isley Brothers: Behind The Painted Smile
Jackie Wilson: Higher And Higher
Johnnie Taylor: Testify (I Wonna)
Johnny Hallyday: Rivière Ouvre Ton Lit
Manfred Mann: Ragamuffin Man
Marvin Gaye: Too Busy Thinking About My Baby
Mercy: Love (Can Make You Happy)
Meters: Cissy Strut
Neon Philharmonic: Morning Girl
Perry Como: Seattle
Peter Paul & Mary: Day Is Done
Spiral Starecase: More Today Than Yesterday
Sylvie Vartan: Face Au Soleil
Temptations: Don't Let The Joneses Get You Down
Three Dog Night: One
Tom Jones: Love Me Tonight
Tommy Roe: Heather Honey

Quinta-feira, Maio 07, 2009

MOVIE POSTERS

ARE YOU CRAZY ABOUT MOVIES?

AND TIRED SEARCHING THE NET FOR GREAT POSTERS?

THEN TAKE A LOOK TO RATO'S MOVIE POSTERS!

(AND IT'S ONLY THE BEGINNING...)

Segunda-feira, Maio 04, 2009

DE VOLTA À JOVEM GUARDA

Aqui fica à vossa disposição o novissimo 6º volume desta coleção do Rato. Para quem tenha perdido algum dos volumes anteriores anexam-se de seguida as capas traseiras com os respectivos alinhamentos dos temas. E do site Jovem Guarda transcreve-se um texto sobre os efeitos da música brasileira em Portugal, nos idos de sessenta (no qual o autor deste blog colaborou também), texto este compilado por Luís Pinheiro de Almeida:
Nos anos 60, Portugal vivia uma feroz ditadura de direita. O país encontrava-se fechado sobre si mesmo, no que Salazar apelidava de “orgulhosamente sós”. Não havia eleições, nem liberdades. A censura amordaçava a expressão das ideias, a juventude não tinha outro futuro que não fosse a guerra colonial em três frente de combate: Angola, Moçambique e Guiné. A guitarra era substituída pela metralhadora.
Por razões históricas e de proximidade, cabia então à França o papel de “colonizador cultural” de Portugal. No cinema, com nomes como Godard, Truffaut, Vadim, Lelouch e outros. Na literatura, com Camus, Sartre. Na música popular Johnny Hallyday, Sylvie Vartan, Françoise Hardy. Mesmo quando na Grã-Bretanha, os Beatles encabeçam a Revolução Cultural e Social, Portugal – por maioria de razão – resiste à investida, mantendo-se maioritariamente fiel às ondas gaulesas.
Apesar da língua comum e das origens históricas uníssonas, também o Brasil e a sua Jovem Guarda mantiveram a distância de Lisboa, só comparável à imensidão do oceano que separa os dois países. Como seria de esperar, Roberto Carlos foi a grande excepção e, talvez, Celly Campello, únicos nomes brasileiros verdadeiramente ilustres no cinzentismo da música popular portuguesa dos anos 60.
Zeca do Rock, um dos proeminentes músicos portugueses da altura, autor do primeiro “yé-yé” cantado em Portugal, e, actualmente, a viver no Brasil, conta à Jovem Guarda como foi em Portugal: «Primeiro foi a Celly Campello e seu irmão Tony. A Celly era a Brenda Lee brasileira. Mas nenhum dos dois foi alguma vez aceite por aqueles que depois se vieram a considerar a Jovem Guarda. Deles todos (e são muitos) só o Roberto Carlos conquistou o Atlântico. Muito pouca coisa da Wanderlea apareceu entre nós, porque acho que nada foi publicado oficialmente. Dos restantes, nem sombra. E é fácil compreender porquê. Nós tínhamos todas as versões originais anglo-americanas, mais as versões francesas, mais as versões italianas. Quem se iria interessar por versões brasileiras que, geralmente, tinham letras de pôr os cabelos em pé a um careca? O Roberto cantou desde o início muito material original dele com o Erasmo, por isso o público português perdoou-lhe barbaridades como o “Splish-Splash”, entre outras. A Jovem Guarda brasileira não teve qualquer influência em Portugal em época nenhuma», conclui, com algum azedume, Zeca do Rock.
Visão diferente tem Daniel Bacelar, considerado o “Ricky Nelson português”, autor de êxitos como "Marcianita", “Olhando Para O Céu”, “Fui Louco Por Ti” e “Miudita”. Também em declarações à Jovem Guarda, Daniel Bacelar admite uma maior influência da Jovem Guarda: «Na realidade, Celly Campello (“Lenda da Conchinha”) e o irmão, Tony, fizeram imenso sucesso, especialmente ela, mas houve muitos outros como Sérgio Murillo (“Marcianita”), Osmar Navarro (“Quem É?”), Roberto Carlos, claro, e o fantástico Erasmo Carlos que, para mim, continua a ser superior ao Robertinho, Demétrius (“Ritmo da Chuva”), Ronnie Cord (“Biquini Amarelo”), Carlos Gonzaga (“Diana”). Os brasileiros – diz ainda Daniel Bacelar – sempre foram muito bons a copiar e as versões em português (do Brasil, claro está) de grandes sucessos norte-americanos ficavam sempre muito semelhantes ao original, o que nos fazia na altura uma certa inveja, pois os conjuntos que havia, apesar de terem muito bons músicos, estavam mais inclinados para a música de baile e italiana, faltando-lhes aquele “feeling” que os “malandros” dos brasileiros copiavam tão bem. Na realidade, houve uma grande influência da Jovem Guarda na jovem música portuguesa, bem como da música brasileira em geral», finalizou.
João Carlos, que sob o pseudónimo de Rato mantém na net um dos mais interessantes blogues sobre a música dos anos 60 - Rato Records - possui uma visão peculiar sobre a influência da Jovem Guarda na música portuguesa, já que, à altura, vivia em Moçambique. «Só posso referir o que vivi na altura em Moçambique, onde penso que havia mais abertura do que em Portugal (ou Metrópole, como então se dizia) no que diz respeito ás coisas da Cultura (e não só). Nós tínhamos uma grande influência da vizinha África do Sul, onde nos deslocávamos muitas vezes para nos abastecermos com as últimas novidades musicais. Até 67/68 a música que consumíamos era “servida” quase sempre em formato reduzido (singles e EPs), com uma predominância muito grande de intérpretes anglo-americanos (e também muitos grupos sul-africanos). Não devo andar muito longe da verdade se disser que apenas 25% englobava outras nacionalidades, nomeadamente a francesa, a italiana e, claro, a brasileira. No princípio dos anos 60 era essencialmente a Celly Campello e, mais tarde, sobretudo entre 1964 e 1966, mais alguns (poucos) nomes, onde se destacava Roberto Carlos (com a parte de leão), e também Erasmo e Ronnie Von. Depois, com o terminar da década e a morte do single, cada vez mais preterido em relação ao álbum (muito por culpa de “Sgt. Pepper’s”, editado em Junho de 1967), a grande influência brasileira deixou de ser a Jovem Guarda (que estava agonizante) para passar a ser a onda tropicalista (com Gal e Caetano á cabeça). Uma referência ainda a Chico Buarque que, não sendo nem uma coisa nem outra, sempre foi uma referência fundamental desde que “A Banda” apareceu em 1966», concluiu João Carlos.
Carlos Santos, também ele singular apreciador da música dos anos 60, opina que, «realmente, a Jovem Guarda teve o expoente máximo, em Portugal, em Roberto Carlos, adiantando que ainda hoje o cantor brasileiro é muito ouvido. Mas não podemos esquecer outros grupos e artistas que na altura tiveram êxito e também foram muito queridos no nosso país e fizeram as delícias de muita “malta”, apesar de não terem tido tanta influência. Estou a lembrar-me, por exemplo, de Erasmo Carlos, Golden Boys, Celly Campello e seu irmão, Tony, Incríveis, Fevers, Renato e Blue Caps. Mas ainda outros tiveram alguns êxitos por cá: Silvinha, Martinha, Wanderlea, Trio Esperança, Jet Blacks, Jordans, Leno e Lilian, Ronnie Von, Jerry Adriani, Brazilian Bitles. Menos conhecidos, mas de que eu também gostava apareceram os Brazões, Galaxies, Luizinho e seus Dinamites, VIPs...»



Sexta-feira, Maio 01, 2009

MELANIE's "Stoneground Words"

Original Released on LP Neighborhood Records
NRS 47005 (US, November 1972)
Sadly, "Brand New Key" had sounded the death knell on Melanie's commercial prospects. Stoneground Words was in another class altogether — a mature, intelligent and ambitious work, easily as good as most singer/songwriter fare of its time. Building on Gather Me's better moments, Melanie effectively shed her cuteness but didn't get cynical, either. The lyrics of "Summer Weaving," "Do You Believe," and "I Am Not a Poet" have a pretty, almost painterly quality, and Melanie's ear for an interesting melody was at its strongest. Session heavyweights Sal DeTroia and Hugh McCracken, as well as the first-rate arrangements of Roger Kellaway, ensure Stoneground Words' status as an under-heard classic. What should have been a renaissance ended up a mere footnote to Melanie's glory days. (Charles Donovan in AllMusic)


"Stoneground Words" was another strong offering from Melanie, with fantastic original songs and a cover of Pete Seeger's "My Rainbow Race." This was Melanie's follow-up to her "Gather Me" album, which was awarded a gold record. This was a pivotal record in Melanie's development as a songwriter. In my mind, she was transitioning to a more sophisticated style of songwriting and it baffles me that a larger record-buying audience eluded her from this point on in her career. Well produced, marketed with several album cover size color photographs of Melanie. "Together Alone" made it to the lower rungs of the singles charts, but the album lacked a commercial blockbuster in the vein of "Lay Down (Candles In the Rain)" or "Brand New Key." (in Amazon)