Terça-feira, Março 31, 2009

The Adventures of a Girl Who Wanted to Be Loved

A RAPARIGA QUE QUERIA SER AMADA
(EUA, 1969)

Realização e Coreografia: Bob Fosse
Argumento: Peter Stone, baseado na peça musical de Neil Simon,
adaptada do argumento do filme “Notti Di Cabiria”, de
Federico Fellini, Tullio Pinelli e Ennio Flaiano
Fotografia: Robert Surtees
Montagem: Stuart Gilmore
Música Original: Cy Coleman
(letras das canções: Dorothy Fields)
Direção Artística: Alexander Golitzen e George C. Webb
Cenários: Jack D. Moore
Estreia nos EUA: 1969, Abril 1
Estreia em Portugal: 1970, Janeiro 22
(Lisboa, cinemas Mundial e Vox)
Nomeado para 3 Oscars:
Direção Artística/Cenários, Guarda-Roupa e Banda Sonora.

CAST:
Shirley MacLaine … Charity Hope Valentine
John McMartin … Oscar Lindquist
Ricardo Montalban … Vittorio Vitale
Chita Rivera ... Nickie
Paula Kelly ... Helene
Sammy Davis Jr. ... Big Daddy
Stuby Kaye … Herman
Barbara Bouchet … Ursula
Alan Hewitt … Nicholsby
Suzanne Charney … Lead frug dancer
Dante Di Paolo … Charlie
Ben Vereen ... Frug dancer

etc.

«Adoro o cinema - acho que foi uma paixão que começou quando vi pela primeira vez um filme, qualquer coisa parecida com uma fita de Tarzan. Não vejo limites para as possibilidades do cinema, à excepção dos limites do espírito do realizador. Também acho que fui durante toda a minha vida um pintor frustrado. A câmara permitiu-me finalmente a hipótese de fazer um pouco de pintura. Realizei "SWEET CHARITY" com base mais na minha ignorância do que na minha coragem.»
O fascínio das "possibilidades do cinema" e o fascínio pela "pintura com a câmara" são constantes óbvias do cinema de Bob Fosse. Neste inovador filme Fosse fragmenta os números musicais, quer multiplicando as interferências dos processos mecânicos do cinema (paralíticos, encadeados, zooms, etc.) quer coreografando os ângulos de câmara e o que a câmara apanha, mais do que coreografando bailarinos.


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Os exemplos poderiam multiplicar-se, mas basta chamar a atenção para números como "My Personal Property", "If My Friends Could See Me Now" e "I'm A Brass Brand", em que os problemas de transição espacial e temporal dentro do mesmo número são eliminados com o recurso ao jump-cut, recurso que permite a Fosse mostrar Shirley MacLaine a dançar em sucessivos espaços não relacionados, dando a cada número um movimento que a dança de MacLaine, pouco apta nesse campo, não lhe poderia dar. Aliás, quando não é obrigada a dançar, Shirley MacLaine é perfeita no seu papel de anti-Cinderela, uma composição tocante e comovente na sua honestidade e ingenuidade sem limites. E se um dia me perguntarem o que é uma actriz, responderei citando a cena do Registo Civil, em que Shirley vai trauteando a Marcha Nupcial enquanto Oscar diz que não pode casar com ela.
(M.S. Fonseca).

Bob (Louis) Fosse (1927 – 1987), coreógrafo e realizador americano nascido em Chicago de mãe irlandesa e pai norueguês (foi o último dos seis fllhos do casal), tentou o Cinema logo no início dos anos 50, com a ambição de se vir a tornar num novo Fred Astaire. Depois de algumas aparições como actor, chega a coreografar dois musicais (“The Pajama Game”, em 1954 e, no ano seguinte, “Damn Yankees”), antes de se mudar, com certa relutância, para a Broadway. É aqui que desenvolve os seus dotes de coreógrafo, incluindo “Sweet Charity”, em 1966, peça que o traria de novo ao mundo do cinema dois anos depois. Quando "Sweet Charity" se estreou, sonhou-se com o renascimento do musical como género. É evidente que tal não aconteceu: o género não renasceu e provavelmente nunca mais renascerá - questão que se prende menos com a aparição de génios individuais do que com as estruturas de produção do cinema americano a partir da década de 60 - mas "Sweet Charity" representou um momento de inegável frescura, que hoje em dia ainda se mantém.

Bob Fosse ainda nos deixaria três filmes incontornáveis: “Cabaret” (1972), que lhe valeria o Oscar de melhor realizador; “Lenny” (1974), com mais uma nomeação; e o semi auto-biográfico “All That Jazz” (1979), igualmente nomeado para o melhor realizador e também argumentista, de parceria com Robert Alan Arthur. Este último filme ganharia ainda a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1980.
Em 23 de Setembro de 1987 Bob Fosse encontrava-se em Washington, onde uma nova produção de “Sweet Charity” iria subir à cena no National Theater. À hora de início do espectáculo, por volta das 7 da tarde, Bob sofreu um ataque de coração no seu quarto do Hotel Willard. Levado de urgência para o hospital, viria a falecer algumas horas depois. Tinha 60 anos.

Como já vem sendo hábito, quem quiser o DVD do filme terá de o mandar vir de fora, pois infelizmente nunca foi editado cá pelo burgo. Esta edição PAL é facilmente encontrada em qualquer loja da net e por um preço muito acessível. Inclusivé traz legendas em português e diversos bonus, incluindo o final alternativo que Fosse filmou na altura, receando que a Universal não gostasse do original. Pelos vistos gostou, e foi pena. Porque este outro final, apesar de ser um “happy ending”, não o é de modo taxativo. E, por outro lado, é muito mais condizente com o tom geral do filme. Confesso que aquele grupinho “hippie” do final original sempre me soou um pouco a falso e uma cedência aos costumes da época.

Entretanto aqui fica a banda sonora original do filme




Domingo, Março 29, 2009

EUROVISION 1969


Faz hoje 40 anos que se verificou um resultado inédito no Festival da Eurovisão, realizado em Madrid, ficando 4 canções empatadas em 1º lugar: "Boom Bang-A-Bang" (Lulu, Grã-Bretanha), "Un Jour Un Enfant" (Frida Boccara, França), "Vivo Cantando" (Salomé, Espanha) e "De Troubadour" (Lenny Kuhr, Holanda).

Simone de Oliveira, a representante portuguesa, não conseguiu mais do que o 15º e penúltimo lugar com a canção "Desfolhada", de Nuno Nazareth Fernandes e Ary dos Santos. Apesar da moral portuguesa da época ficar chocada com a frase «Quem faz um filho, fá-lo por gosto» (ou talvez por isso mesmo), a canção transforma-se num enorme êxito da rádio. A Simone é pedido que grave cinco versões em línguas diferentes. Fecha-se nos estúdios da Valentim de Carvalho e ensaia a um ritmo febril. Numa só noite grava tudo, e canta 90 vezes a canção. Pela madrugada as cordas vocais cedem... Um médico especialista suíço diz-lhe então que, um dia, talvez volte a cantar...


Corpo de linho lábios de mosto
meu corpo lindo meu fogo posto.
Eira de milho luar de Agosto
quem faz um filho fá-lo por gosto.
É milho-rei, milho vermelho
cravo de carne bago de amor
filho de um rei que sendo velho
volta a nascer quando há calor.
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Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
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Minha raiz de pinho verde
meu céu azul tocando a serra
oh minha água e minha sede
oh mar ao sul da minha terra.
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É trigo loiro é além tejo
o meu país neste momento
o sol o queima o vento o beija
seara louca em movimento.
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Minha palavra dita à luz do sol nascente
meu madrigal de madrugada
amor amor amor amor amor presente
em cada espiga desfolhada.
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Olhos de amêndoa cisterna escura
onde se alpendra a desventura.
Moira escondida moira encantada
lenda perdida lenda encontrada.
Oh minha terra minha aventura
casca de noz desamparada.
Oh minha terra minha lonjura
por mim perdida por mim achada.

ART GARFUNKEL'S 1ST SOLO ALBUM

Original Released on LP Columbia KC 31474
(US, September 1973)
Garfunkel (he was billed without his first name here) had a lot riding on his debut solo album, and Angel Clare, named after a character in Thomas Hardy's novel Tess of the d'Urbervilles, lived up to the heightened expectations for the man who had sung "Bridge Over Troubled Water" and other Simon & Garfunkel favorites. Garfunkel took no chances, issuing as the first single Jimmy Webb's "All I Know," which was arranged in a similar style to "Bridge" and made the Top Ten. Elsewhere on the record, Garfunkel took a more spirited approach, notably on a version of Van Morrison's "I Shall Sing" that was reminiscent of Simon & Garfunkel's "Cecilia" and made the Top 40. Certainly, there was enough firepower on the record, which featured guitarists Jerry Garcia and J.J. Cale. But much of it was filled with stately, orchestra-laden ballads, sung by Garfunkel in his naïve, breathy tenor. If Simon & Garfunkel had been the thinking man's Everly Brothers, Garfunkel alone turned out to be the thinking man's Johnny Mathis. (in AllMusic)

Sexta-feira, Março 27, 2009

FOUR JACKS AND A JILL (1970)

Original Released on LP RCA VICTOR 38.185 (SA, 1970)

Quarta-feira, Março 25, 2009

ROMEO & JULIET (UK / ITALY, 1968)


Vencedor de 2 Oscars nas categorias de
Fotografia e Guarda-Roupa.
Teve ainda mais duas nomeações nas categorias de
Filme e Realização
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Argumento: Franco Brusati, Maestro D'Amico e Franco Zeffirelli,
segundo a peça de William Shakespeare
Cinematografia: Pasqualino De Santis
Montagem: Reginald Mills
Música Original: Nino Rota
Direcção Artística:
Lorenzo Mongiardino, Emilio Carcano
e Luciano Puccini
Guarda-Roupa: Danilo Donato
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CAST:
Leonard Whiting .... Romeo
Olivia Hussey .... Juliet
John McEnery .... Mercutio
Milo O'Shea .... Friar Laurence
Pat Heywood .... The Nurse
Robert Stephens .... The Prince
Michael York .... Tybalt
Bruce Robinson .... Benvolio
Paul Hardwick .... Lord Capulet
Natasha Parry .... Lady Capulet
Antonio Pierfederici .... Lord Montague
Esmeralda Ruspoli .... Lady Montague
Roberto Bisacco .... Paris
Roy Holder .... Peter
Keith Skinner .... Balthazar
Dyson Lovell .... Sampson
Richard Warwick ....
Gregory
etc.
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O cinema sempre se deu bem com Shakespeare. As suas peças, além de intemporais e universalmente apelativas possuem regra geral todos os ingredientes necessários à transposição para o grande écran. Depois de duas adaptações anteriores (uma americana, realizada por George Cukor em 1936, com Leslie Howard e Norma Shearer e outra italo-inglesa que Renato Castellani dirigiu em 1954, com Laurence Harvey e Susan Shentall) a mais célebre das obras do dramaturgo inglês conheceu a sua versão definitiva neste filme de Franco Zeffirelli.
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Realizado em 1968, ano de todas as manifestações juvenis, “Romeu e Julieta” identificou-se de imediato com toda uma geração através da sua beleza, poesia e encantamento, tornando-se rapidamente um grande sucesso em todo o mundo. Franco Zeffirelli, um realizador da segunda linha do cinema italiano, então com 45 anos, acertou em cheio ao escolher dois jovens ingleses desconhecidos (Olivia nasceu em Buenos Aires, Argentina, mas mudou-se para Inglaterra aos 7 anos com a mãe e o irmão mais novo) para viverem o amor eterno dos amantes de Verona. Com 18 e 17 anos na altura, Leonard Whiting e Olivia Hussey imortalizaram para sempre a obra de Shakespeare, a ponto dos seus rostos terem desde então assumido os contornos imaginários dos personagens da peça.
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Outro dos grandes trunfos do filme é a banda sonora, assinada por Nino Rota (1911-1979), esse sim, um dos grandes maestros e compositores italianos. Colaborador por excelência de Federico Fellini (“La Strada”, “Notti di Cabiria”, “La Dolce Vita”, “81/2”, “Roma”, “Amarcord”) e Luchino Visconti (“Rocco e i Suoi Fratelli”, “Il Gattopardo”) foi através da trilogia “The Godfather” de Francis Coppola que o seu nome ficou conhecido do grande público. A sua filmografia é impressionante, atingindo aqui, em “Romeu e Julieta” um dos pontos altos da sua vasta carreira.
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Existem várias versões para o tema principal do filme: a original, “What Is A Youth”,da autoria de Eugene Walter (cantada no filme por Glen Weston), a versão inglesa, “A Time For Us”, com letra de Larry Kusik e Eddie Snyder (que foi a mais popular de todas com dezenas de interpretações ao longo dos anos) e ainda duas versões italianas - uma chamada “Ai Giochi Addio”, com versos de Elsa Morante (interpretada por cantores líricos como Luciano Pavarotti ou Natasha Marsh) e outra “Un Giorno Per Noi”, que era uma tradução literal de “A Time For Us”.Também são conhecidas muitas versões instrumentais do tema – Henry Mancini conseguiu liderar o Top Americano com a sua própria versão, em 28 de Junho de 1969.


ALGUMAS CURIOSIDADES:
Para recriar o período Renascentista do século XV (no qual a peça tem lugar), o filme foi rodado inteiramente em Itália:
- em Artena, no Palácio Borghese (cena da varanda)
- na Tuscania, na igreja de São Pedro
(cenas da igreja e do jazigo)
- na cidade de Pienza, em Siena (cenas de rua
e do palácio (Piccolomini) dos Capuleto
- na cidade de Gubbio, em Umbria (cenas de lutas)

Franco Zeffirelli ofereceu o papel de Romeu a Paul McCartney que o recusou alegando não se querer envolver como actor, sobretudo num clássico.
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O filme rendeu cerca de 50 milhões de dollars em 1968/69 e foi o escolhido para ser apresentado na 22ª Gala Real em Londres.
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Em Fevereiro de 1998 a revista Cosmopolitan incluiu “Romeu e Julieta” numa lista dos 10 filmes mais românticos de sempre.

Terça-feira, Março 24, 2009

AN ALBUM WITH (NO TITLE)

Original Released in September 1970:
LP CBS 66250 (UK) / LP COLUMBIA CG 30127 (US)

This was the album that has introduced me to The Byrds in the early 70s. Until then I only had bought some hit singles from the band, like "Mr. Tambourine Man" or "Turn Turn Turn"; but this double set forced me to discover the previous albums, although I've always considered this one the very best of them all, unlike many reviewers of the time. And that preference of mine has passed very well the test of time: today this is the unique album of The Byrds which I still listen to with the very same pleasure of ever.It ain't easy when the members of a band breaks up one-by-one. First Gene Clark left during the recording of the third album (leaving behind his classic "Eight Miles High" which McGuinn modified for his spectacular guitar parts). Then David Crosby left between hard feelings, accusing McGuinn & Hillman of taking his name off the credits of some of the songs. Finally, after the band made the transition to country rock (and had just added the hedonistic Gram Parsons to their line up ) Hillman left to found The Flying Burrito Brothers.

In this beginning of the new decade (the 70’s) The Byrds were trying to sound much like a rock 'n' roll band and becoming less a vehicle for McGuinn. Their country, folk and bluegrass influences were completely absent this time out. The hard-edged sound worked on songs like "Lover of the Bayou" or the 16-minute version of "Eight Miles High" featuring some amazing guitar work from Roger McGuinn (the only surviving member from the band's hit-making days). Skip Battin and Gene Parsons contributed several worthy songs, including "Yesterday's Train," "You All Look Alike" and the album-closing "Welcome Back Home." Another terrific song is Clarence White's cover of Leadbelly's "Take a Whiff on Me."
From this line-up, Clarence White was killed by a drunk driver on July 14, 1973 and Skip Battin died of Alzheimer's disease three years ago, on July 6, 2003.

About the unusual album (no) title: when veteran musician Skip Battin was invited to join the Byrds in late 1969, Roger McGuinn was optimistic that he had finally assembled a stable line-up for his band. (He was right — this version of the group lasted two and half years, longer than any other incarnation of the Byrds.) Accordingly, McGuinn and his bandmates sought a name for their first album together that expressed their faith in the viability of the resurrected Byrds. Suggestions such as "Phoenix" and "the first Byrds album" were considered, but the double album (half studio tracks and half live recordings) that finally hit record store shelves in mid-1970 bore the odd title of (Untitled). Why (Untitled)? Was it a perverse joke? A sign of resignation at being unable to come up with an acceptable title? No, actually the title was an accident, the result of a record company's mistake. The details of how the album came to be called (Untitled) differ slightly depending upon the source, but the evidence confirms the accidental origins of the name. As Roger McGuinn explained in an advertisement for the album, "Somebody from Columbia called up our manager and asked him what [the title] was. He told them it was 'as yet untitled,' so they went ahead and printed that." The Byrds' producer-manager, Terry Melcher, related a slightly different version of events, claiming that he had written 'Untitled' on the official label copy sheet sent to the record company because the group had not yet settled on a name for the album, and before anyone realized what was happening, the albums had been pressed as (Untitled). (The fact that the name printed on the album sleeves included parentheses makes Melcher's explanation the more likely one.)
In the remastered CD edition (Untitled) is supplemented by (Unissued), a whole bonus disc of rare and unreleased material. There are storming concert versions of Dylan's "You Ain't Going Nowhere," "My Back Pages," and "This Wheel's on Fire." Studio highlights include "Lover of the Bayou" and an undubbed "Kathleen's Song." Complete with detailed sleeve notes, recording details, and bonus tracks, (Untitled / Unissued) perfectly illustrates how archive recordings should be packaged. Don't miss it!

Segunda-feira, Março 23, 2009

PETULA CLARK: "COLOR MY WORLD"

Original Released on LP (1967)
US: Warner Bros WS 1673 / UK: PYE NPL 18171
NOTE: In the U.K. this release was withdrawn after a month because of the chart success of "This Is My Song". The album was re-issued with "This Is My Song" and "The Show Is Over" replacing "England Swings" and "Reach Out, I'll Be There"

Sexta-feira, Março 20, 2009

JOHN MARRIES YOKO

Oito dias depois do casamento de Paul e Linda foi a vez de John se casar com Yoko. A cerimónia, realizada em Gibraltar a 20 de Março de 1969, durou apenas 3 minutos. «Foi rápido, calmo e muito British», disse John na altura.
Alguns dias depois o casal convidava a imprensa de todo o mundo, bem como outros interessados a fazerem-lhes companhia durante 7 dias no quarto 902 do Hilton Hotel de Amsterdam. «Estamos esta semana na cama como protesto contra todas as guerras e violências do mundo e também por "Cold Turkey" estar a descer nos hit-parades. Queremos que as pessoas fiquem na cama ou deixem simplesmente crescer o cabelo.»

Quinta-feira, Março 19, 2009

E, JÁ AGORA, O SEGUNDO...

Edição Original em LP Continental SLP 10152
(Brasil, Agosto de 1974)
Está gravado na história da música pop: O segundo álbum é, na maioria das vezes, estilhaços do primeiro, ou seja, quando o trabalho debutante surpreende público e mercado, seja por inovações técnicas, um novo rítmo, vocais não-convencionais, ou um marco na mudança de comportamento pessoal ou político. O segundo álbum prossegue a proposta do primeiro, expondo material deixado de fora por muitas razões, além de acrescentar algo novo. Exemplos não faltam: The Beatles, The Rolling Stones, Jimi Hendrix, The Doors... Vale lembrar que o segundo álbum pode chamar a atenção para um primeiro que passou despercebido, ou quase: Nirvana, por exemplo.
Agora estamos no Brasil dos anos 70. O Regime Militar está mais firme do que quando começou, enquanto a esquerda tenta vencer uma luta que já nasceu fadada ao fracasso. Em 1974 a Tropicália já tinha dado seu recado, mas a música pop continuava à base de água com açúcar, e o rock dividia-se entre a ousadia de Raul Seixas e as viagens mutantes, só para ficarmos nesses marcos.
E, dentro de toda essa confusão política, artística, social e cultural, Os Secos & Molhados lançaram seu segundo álbum, a exemplo do primeiro, também sem título, o que já serve de base para reforçar a tese registrada no início desta resenha. Afora a semelhança das canções, das performances, do visual glam rock, este 2º álbum é mais avançado tecnicamente, desta vez gravado em oito(!) canais. O petardo disparado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo, em 1973, causou mais estragos do que se poderia imaginar à imagem do macho brasileiro, das instituições conservadoras hipócritas e de, até certo ponto, de uma mesmice cultural, ancorada na música jovem de então.
O Sub-explorado 2º álbum dos S&M tem o mesmo número de canções do primeiro: Treze; e só um hit: "Flores Astrais", tema que sustentou o fenômeno andrógino durante todo aquele ano, que ainda causava furor Brasil afora e no exterior. Um só hit! Reside aí o maior pecado em torno desse disco. Executada à exaustão, "Flores Astrais", embora bela, obscureceu as demais belas canções, como "Tercer Mundo", a soturna "Medo Mulato" (No meio da noite/no meio do medo/dos olhos insones/os fantasmas passeiam/no canto do galo/no uivo do cão/nas vozes do vento/no galope, no relincho/no meio da solidão), "Vôo", "Delírio" e, "O Doce e o Amargo". Ao contrário de seu primeiro álbum, o S&M, não obstante o evidente avanço técnico deste segundo disco, notamos a ótima qualidade da banda que dá apoio ao trio, além da perfeita sincronia entre os poemas de João Ricardo, a voz contratenor de Ney e o violão de Conrad. Essa sincronia pode ser verificado em "Toada & Rock & Mambo & Tango & Etc." e "O Hierofante", principalmente no ótimo baixo de Willie. Os Secos & Molhados como conhecemos pararam neste segundo e último disco. Lutas internas determinaram o fim da banda e do sonho de vôos mais altos. Mas a semente plantada pelo trio feito de glamour, deboche, ousadia e criatividade floresceu sob outros nomes. Mas aí a história já é outra. (in Rate Your Music)

Quarta-feira, Março 18, 2009

O 1º ALBUM DOS "SECOS & MOLHADOS"

Edição Original em LP Continental SLP 10112
(Brasil, Agosto de 1973)
Primeiro album do grupo formado nos inícios da década de 70 por João Ricardo, foi gravado entre Maio e Junho de 1973, em sessões de seis horas diárias, durante apenas 15 dias. Editado em Agosto desse ano, “Secos e Molhados” vendeu mais de 300 mil cópias em apenas dois meses, atingindo rapidamente o milhão de cópias, o que fez do grupo um dos maiores fenómenos da MPB desses anos.
João Ricardo nasceu em Portugal, em Arcozelo, Ponte de Lima, no dia 21 de Novembro de 1949. Filho do poeta e crítico teatral João Apolinário, teve uma infância fortemente influenciada pelos sons do rock and roll, desde Elvis Presley até Johnny Hallyday e Les Chats Sauvages (tinha uma predileção muito especial pelo rock francês). Conhece a música brasileira através de Miltinho e Doris Monteiro, através dos discos que o seu pai tinha em casa. Em 1963 a Beatlemania contamina-o como a tantos outros e é aí que decide ser a música o seu futuro. Um ano depois, a 28 de Março de 1964, a família muda-se para o Brasil, onde o movimento Jovem Guarda estava a viver os seus anos de ouro. João Ricardo tem apenas 14 anos, mas depressa aprende a tocar violão, além de começar a escrever alguns dos temas que anos mais tarde seriam grandes sucessos. Estuda e trabalha como jornalista no jornal Diário Popular, na TV Globo e no extinto jornal Última Hora.
Em Setembro de 1970, durante umas férias passadas em Ubatuba com um amigo, João Ricardo viu uma placa de armazém publicitando o estabelecimento onde costumavam comer e beber, “Secos e Molhados. O nome desperta-lhe a atenção e decide atribuí-lo a um eventual grupo que viesse a formar, o que acaba por acontecer em 1971, quando conhece Fred e Pitoco. Começam por tocar em alguns bares do bairro do Bixiga em São Paulo, mas pouco tempo depois Pitoco decide iniciar uma carreira a solo. Entretanto, a cantora e compositora Luli sugere-lhe um novo vocalista que morava no Rio de Janeiro: Ney de Sousa Pereira, futuro Matogrosso, nascido a 1 de Agosto de 1941, em Bela Vista. Gerson Conrad, vizinho de João Ricardo, é também incorporado no grupo, bem como o baterista Marcelo Frias.
É esta formação (descoberta por Moracy do Val, director do jornal “Curtison” da Continental e um dos responsáveis pelo movimento da bossa-nova em São Paulo) que, depois de um ano de apresentações no Teatro do Meio, em São Paulo, começa a ensaiar para a gravação de um primeiro album. Treze canções compõem esta estreia dos “Secos e Molhados”, sendo as mais populares “Sangue Latino”, “O Vira” e “Rosa de Hiroshima”. A crítica política à ditadura militar encontra-se também presente em temas como “Primavera nos Dentes” ou “Assim Assado”. A capa do disco foi eleita há alguns anos pela Folha de São Paulo como a melhor de todos os tempos de discos brasileiros. «Ficamos lá a madrugada inteira, sentados em cima de tijolos», lembra João Ricardo, «fazia um frio horroroso debaixo da mesa. Em cima queimava, por causa das luzes», continua Ney Matogrosso....«comprei os mantimentos no supermercado, a toalha foi improvisada com plástico qualquer, a mesa era um compensado fino que nós mesmos serramos para entrarem as cabeças. No final da madrugada, o trabalho terminou. Tinhamos fome e estávamos duríssimos, fomos tomar café com leite. Não sei por quê, mas não me lembro de termos comido os alimentos da mesa» (Folha Ilustrada, SP, 30/03/2001).
O grande sucesso deste primeiro trabalho faz o grupo participar em diversos programas de televisão, destacando-se o “Fantástico” da Rede Globo. Em Fevereiro de 1974 batem todos os recordes de público no Maracanãzinho realizando um concerto inesquecível. Segue-se uma digressão internacional e em Agosto desse mesmo ano é lançado o segundo disco, que tinha em “Flores Astrais” o único tema de sucesso. Pouco depois, e devido a brigas internas, os “Secos e Molhados” chegam ao fim, seguindo cada um dos membros carreiras a solo. João Ricardo ficou com os direitos de autor do nome do grupo e lança, sempre com formações diferentes, mais três albuns até ao fim da década de oitenta (1978, 1980 e 1988). Em 2003 é editado o disco “Assim Assado: Tributo aos Secos & Molhados”, com versões dos temas deste primeiro album na voz de diversos artistas (Nando Reis, Arnaldo Antunes, Pitty, Tony Garrido, Ritchie, entre outros).

Segunda-feira, Março 16, 2009

"DIO COME TI AMO" (Gigliola Cinquetti, 1966)

ANA MOURA WITH THE ROLLING STONES

Domingo, Março 15, 2009

Let's all share the Leftover Wine


MELANIE: “LEFTOVER WINE”
Original Released on LP Buddah BDS 5066 (US, September 1970)

01. Close To It All 4’25
02. Uptown and Down 3’13
03. Momma Momma 5’01
04. The Saddest Thing 4’58
05. Beautiful People 4’51
06. Animal Crackers 2’56
07. I Don’t Eat Animals 3’09
08. Happy Birthday 1’08
09. Tuning My Guitar 4’41
10. Psychotherapy 7’40
11. Leftover Wine 5’17
12. Peace Will Come (According to Plan) * 4’47
Bonus Track:
13. Stop! I Don't Want To Heart It Anymore
All tunes written by Melanie Safka except "Psychotherapy" which is P.D. (Public Domain)
Produced and Directed by Peter Schekeryk
Recorded Live In New York City, at Carnegie Hall

*except "Peace Will Come" which was recorded in studio with the following musicians:
Melanie: Guitar, Ronald Frangipare: Keyboards, Al Gorgoni: Guitar, George Devans: Percussion, Joseph Macho: F. Base, Sol Detroia: Guitar, Art Kaplan: Woodwinds, Greg Diamond: Drums
Strings: Lee Holderidge
Arranged by Lee Holderidge & John Abbot

There have been a number of bashful comparisons between Melanie and Bob Dylan, and it is worth using this convenience to suggest that if Dylan is the seer of this generation then Melanie is the archetypal mother earth.
Whereas Dylan is revered for his social analysis Melanie's lyrics and melodies are powerful to their simplicity of direction.
Firmly she points towards peace and all that implies. But whereas this is certain, there is greater scope for deeper interpretation. There are many ways to travel, and the meaning behind her words depends very much on the listener.
All the tracks, excluding "Peace Will Come", are recorded live in New York, and the effects of audience participation call to mind the membership of the Plastic Ono Band - we're all part of it. The sentiments behind "I Don't Eat Animals" and "Peace Will Come" are expressed with childish simplicity that leaves them vulnerable to attack, embarrassingly so if one happens to agree to some extent, and yet Melanie is far from a delightful moron, as her ability to satirise in "Psychotherapy" clearly shows (from a 1970 British review)


ORIGINAL LINER NOTES:
As the concert drew to an end and the audience began to fear that each song would be the last, the flood began. Shadowy figures in beads and fringe flowed down the carpeted aisles of Carnegie Hall. They swirled onto the bright stage eddying silently around the singer hunched over her guitar. Few of them touched her. One gave her beads for her hair. Another wept and whispered, “Don’t leave us”. Long ago she had told them, “You gotta get close to it all,” and they had left their isolated seats and came down the aisle for that purpose – simply to be close. She drew strength from them and sang on until she had no more songs. When she rose to leave some of them embraced her, and tears were exchanged.
Hands reached from cufflinked sleeves and pulled her backstage where the people who handle her business arrangements congratulated her on a good night’s work. Wine was served. What happened on the stage that night was too delicate an event to register on magnetic tape. For those of us who were there, the sounds on this record can only remind us of what was felt. We all have to share the Leftover Wine (Margie English)

video

Perfomance in the Ed Sullivan Show

"LA VOIE LACTÉE / A VIA LÁCTEA"

No dia 15 de Março de 1969 estreava-se em Paris o filme "LA VOIE LACTÉE / A VIA LÁCTEA" de Luis Buñuel, com Paul Frankeur, Laurent Terzieff, Alain Cuny, Bernard Verley, Michel Piccoli, Pierre Clementi e Delphine Seyrig. «Interessam-me as heresias como me interessam todos os inconformismos do espírito humano, seja na religião, na cultura ou na política», declarou o autor a propósito deste seu filme, que acompanha a viagem de dois peregrinos a caminho de Santiago de Compostela. É uma viagem no espaço que se desdobra no tempo, o que lhes permite percorrer os grandes dogmas que pontuaram a história do catolicismo. Encontram um padre fugido de um asilo psiquiátrico, um chefe de mesa estudioso de teologia, um duelo de esgrima entre um jesuíta e um jansenista, etc. E assistem às Bodas de Canã, à cura falhada de dois cegos por Jesus Cristo, à Virgem Maria a dizer ao filho que se barbeie, etc. Todo o filme é apresentado como uma colagem perversa: colagem na acepção que este termo sempre teve para os surrealistas e perversa porque todo o cinema de Buñuel é perverso. Neste caso particular o filme seria a primeira parte de uma trilogia, seguido depois por “Le Charme Discret de la Bourgeoisie” (1972) e “Le Fantôme de la Liberté” (1974). A estreia em Portugal apenas ocorreria 10 anos depois, a 6 de Fevereiro de 1979, no Quarteto.

Sábado, Março 14, 2009

THE BEAT OF THE POPS - VOLUME 25


Quinta-feira, Março 12, 2009

SOME BADGES FROM THE LATE SIXTIES

MCCA MARRIES LINDA

Faz hoje 40 anos que se realizou o casamento de Paul e Linda McCartney, em Londres. Nas vésperas, Paul tinha conseguido convencer um relojoeiro a abrir a loja (já fechada), afim de comprar a respectiva aliança. Depois do registo o casal foi abençoado na igreja anglicana de St. John's Wood, a que se seguiu o copo d'água no Hotel Ritz. Antes do fim do dia George Harrison e Pattie Boyd foram presos por posse de marijuana (a detenção duraria apenas algumas horas, até ao pagamento das respectivas fianças). Quatro dias depois os recém-casados voavam para Nova Iorque para passarem 3 semanas com a família de Linda.

Quarta-feira, Março 11, 2009

RATO'S NOSTALGIA COLLECTION Nº 52


Segunda-feira, Março 09, 2009

SOUTH AFRICAN BEAT COLLECTION 6


Domingo, Março 08, 2009

A TRIBUTE TO ALL THE (PRETTY) WOMEN




Pretty woman, walking down the street
Pretty woman, the kind I like to meet
Pretty woman
I don't believe you, you're not the truth
No one could look as good as you
Mercy !

Pretty woman, won't you pardon me
Pretty woman, I couldn't help to see
Pretty woman
That you look lovely as can be
Are you lonely just like me

Pretty woman, stop a while
Pretty woman, talk a while
Pretty woman, gave your smile to me
Pretty woman, yeah yeah yeah
Pretty woman, look my way
Pretty woman, say you'll stay with me
'Cause I need you, I'll treat you right
Come with me baby, be mine tonight

Pretty woman, don't walk on by
Pretty woman, don't make me cry
Pretty woman, don't walk away, hey...okay
If that's the way it must be, okay
I guess I'll go on home, it's late
There'll be tomorrow nigh, but wait
What do I see
Is she walking back to me
Yeah, she's walking back to me
Oh, oh, Pretty woman


Sábado, Março 07, 2009

"Walk Through This World With Me"

A beautiful love song which you can find
in the Engelbert Humperdinck collection

Walk through this world with me
Go where I go
Share all my dreams with me
I need you so
In life we search and some of us find
I've looked for you my love a long, long time.

And now that I've found you
New horizons I see
Come take my hand
And walk through this world with me.

Sexta-feira, Março 06, 2009

THE VERY BEST OF MISTER ENGELBERT

Engelbert Humperdinck nasceu a 2 de Maio de 1936, em Madras, na Índia, com o nome de Arnold George Dorsey. Filho de um oficial inglês, emigrou com a numerosa família (dez irmãos) para Leicester, Inglaterra, em 1946. Pouco tempo depois interessa-se pela música e aprende saxofone. Já na década de 50 começa a tocar em diversos night-clubs, e em 1953, com 17 anos, entra num concurso de variedades a rogo dos seus amigos, onde faz uma imitação do seu ídolo, Jerry Lewis. A partir daí adopta o nome de Gerry Dorsey, com o qual passa a ser conhecido nos meios musicais. Tem uma primeira oportunidade de gravar com a Decca Records mas o insucesso do tema escolhido (“I’ll Never Fall In Love Again”) fá-lo regressar ao circuito dos clubes nocturnos, até 1961, altura em que contrai tuberculose e é forçado a abandonar a vida artística. A doença prolonga-se por quatro anos e só em 1965 é que tenta de novo as luzes da ribalta. Desta vez com um pouco mais de sorte, pois conhece Gordon Mills, que se viria a tornar o empresário de Tom Jones. Mills consegue-lhe um novo contrato com a Decca Records e sugere-lhe a mudança do nome artístico. Dorsey decide adoptar o nome do compositor clássico Engelbert Humperdinck, autor de diversas óperas, como por exemplo Hansel and Gretel.
Depois de alguns singles sem qualquer sucesso, o “novo” Engelbert grava o tema que lhe iria abrir as portas do sucesso – uma versão de “Release Me” que no início de 1967 comete a proeza de desalojar “Strawberry Fields Forever” dos Beatles do 1º lugar de vendas do Top Inglês. Além disso torna-se o single com maior duração nas tabelas britânicas – 56 semanas, um recorde que ainda hoje se mantém. Em contraste com o estilo sensual de Tom Jones (o seu grande “rival” na época), Engelbert adopta uma postura mais clássica, o que lhe vale a reputação de crooner. Em declarações à Hollywood Reporter chega a comentar: «If you are not a crooner it’s something you don’t want to be called. No crooner has the range I have. I can hit notes a bank could not cash. What I am is a contemporary singer, a stylized performer.» Crooner ou não crooner, a verdade é que a partir de “Release Me” os êxitos se sucedem a um ritmo vertiginoso até meados dos anos 70, chegando inclusivé a obter uma nomeação para o Grammy em 1976, pelo tema “After The Loving” e em 1989 mais duas distinções são-lhe atribuídas: uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e um Globo de Ouro pelo melhor entertainer desse ano. Os 50 temas desta dupla coletânea abrangem os melhores anos de Engelbert Humperdinck. É por isso fundamental e imprescendível. Aproveitem!

Quarta-feira, Março 04, 2009

"Nothing's gonna change my world..."

«Here is a bold, beautiful, visually enchanting musical where we walk into the theater humming the songs. Julie Taymor's "Across the Universe" is an audacious marriage of cutting-edge visual techniques, heart-warming performances, 1960s history and the Beatles songbook. Sounds like a concept that might be behind its time, but I believe in yesterday.
I'm sure there were executives who thought it was suicidal to set a "Beatles musical" in the "Vietnam era." But this is a movie that fires its songs like flowers at the way we live now. It's the kind of movie you watch again, like listening to a favorite album. It was scheduled for the Toronto Film Festival but was previewed (as several Toronto films were) for critics in major cities. I was drowning in movies and deadlines, and this was the only one I went to see twice. Now do your homework and rent the DVD of "A Hard Day's Night" if you've never seen it. The thought that there are readers who would get this far in this review of this film and never have seen that film is unbearably sad. Cheer me up. Don't let me down (repeat three times).» (Roger Ebert)
BUY THE DVD AND SEE THE MOVIE!
Meanwhile you can listen to
the timeless Beatles songs

EP DECCA PEP 1362 (PT, 1971)

IRMÃS MUGE:
"Pastorela"

CANTIGA DOS AIIIISSSS...

video

"Palavras ditas" pelo saudoso Mário Viegas

Terça-feira, Março 03, 2009

EPs EPH 50902 / Gallo XEP 7195 (SP / SA, 1963)

Eduardo Jaime nasceu em Lisboa, corria o ano de 1935. Começou a cantar aos 18 anos, acompanhando-se sózinho à guitarra e ganhando rapidamente notoriedade, primeiro na rádio e depois na televisão, sobretudo junto do público feminino. Em 1959 surgiu o primeiro contrato para África, onde começou por actuar em diversos teatros e night-clubs de Angola, Congo Belga e Rodésia. Nos finais desse mesmo ano chega a Moçambique, onde, em Lourenço Marques e durante cerca de 6 meses, realiza um programa no Rádio Clube de Moçambique, patrocinado pela Colgate-Palmolive, com a qual assina um contrato de exclusividade. Na vizinha África do Sul actua nos famosos “Colony” e “Ciro’s” de Johannesburg e no “Beachcomber” de Durban, onde chega a gravar um album ao vivo com o quarteto vocal The Sparklers, em 1961. Durante a década de 60 continua a gravar discos e a fazer actuações na África do Sul com o seu Eduardo Jaime Trio, dividindo-se entre boites de hoteis de Durban (como o “Causery” do Edward Hotel) e Johannesburg (no Langham Hotel). Para além de fazer a maior parte dos arranjos musicais dos discos que foi editando ao longo dos anos, Eduardo Jaime sempre teve também o hábito de interpretar as suas canções em variadissimas línguas: Espanhol, Francês, Italiano, Inglês, Grego, para além do português, é claro.

Segunda-feira, Março 02, 2009

HÁ 40 ANOS ATRÁS...

Nestes primeiros dias de Março, em 1969, enquanto o presidente norte-americano Richard Nixon se encontra com o papa Paulo VI no Vaticano, Jim Morrison, durante um concerto dos Doors em Miami, simula masturbação e sexo oral, expondo publicamente os órgãos sexuais. É detido e acusado de comportamento impúdico e lascivo, entre outras ofensas. Como consequência, os espectáculos agendados pelo grupo serão suspensos durante 5 meses.

Em França, o avião supersónico Concorde faz o seu voo inaugural de 30 minutos a partir do aeroporto de Toulouse. O aparelho mede 60,10 metros de comprimento e tem 25,55 metros de envergadura, podendo voar a 18.000 metros de altitude. É a grande moda na aviação, que se reflecte inclusivé nos penteados e pinturas de modelos da época.

EP Coronet SCEP 4001 (SA, 1969)

OS INFLEXOS:
"OB-LA-DI, OB-LA-DA"

Único EP editado em 1969 por este grupo laurentino (designação dos naturais de Lourenço Marques, o equivalente aos alfacinhas lisboetas) que nesta altura era constituído pelo Carlos Nelson (vocalista), Chico Pereira (viola baixo), Helder Matias (viola solo), Jorge Montenegro (organista) e Carlos Alberto Silva (bateria). Pouco tempo depois deste disco se tornar um sucesso local, o vocalista foi substituído pelo Carlos Duarte e o teclista pelo João Maurílio. Esta última formação foi obrigada a alterar o nome para Os Impacto, devido ao Carlos Nelson ter ficado com os direitos de utilização do nome original. Constitui por isso um novo grupo com o mesmo nome, com o qual vem a gravar um single em 1970: “You're Much Too Proud”. Entretanto Os Impacto começam a tocar com grande êxito na boite do Hotel Girassol, entre 1969 e 1970, mas não chegam a gravar qualquer disco.

DONALD DUCK MEETS ZÉ CARIOCA

Domingo, Março 01, 2009

ARTHUR CONLEY: "MORE SWEET SOUL"

Original Released on LP Atlantic ATCO 33276
(February 1969)
Arthur Conley's last album, to me, always has been his greatest. 'More Sweet Soul' is a coherent slab of unpolluted, unpolished hard driving, gritty Soul, partially recorded in Memphis and Muscle Shoals. Conley's rendition of the Beatles' "Ob La Di Ob La Da" kicks things off in high gear; a frenzy little beater dipped in the 'rock steady/reggae' groove emanating from Jamaica. Great opener. Things get even better with the unbelievably funky original "Shing-a-Ling", hardly another 'novelty' tune espousing the pleasures of the latest dance fad. The melodic hooks are amazing, as is the ferocious backbeat. Arthur cranks out a pure, earthy vocal here that makes this track one of the highlights of the entire LP. Equally on-the-one and deep-in-the-pocket is the swamp-funk of "One Night Is All I Need", with a sizzling bass loop and crunchy guitar chords. Deep backing vocals too, from those lovely soul-voiced females at Chip Moman's studio in Memphis. The heavy groove continues with the struttin' "I Got a Feeling", another slice of horn-heavy, fatback Southern Soul at its sweatiest, while the deliciously stompin' and well-titled "Aunt Dora's Love Soul Shack" - with its hard, pulsating tambourine - has Conley belting out another gruffy, testifyin' vocal. And wew... "Stuff You Gotta Watch" surely is the hardest socking piece of unadulterated funk that Conley ever cut. This romper is in the same league as James Brown's seminal funk sides, and features that razor sharp, slightly distorted Duane Allman-like lead guitar. Side B provides some ballads, and while "Speak Her Name" doesn't quite match Walter Jackson's peerless interpretation, Conley is in his element on the sweet, sensitive "Take a Step". Also, his singing on the low-key, down-tempo and sparsely arranged "Is That You Love", with its howling harmonica, is beautifully haunting. The uptempo cuts are in the same swinging vein that was prevalent on the flip; a rousing, rocking cover of Chris Kenner's "Something You Got", the stuttering, heavily percussive "Run On" and a spin on O.B. McClinton's country-soul floorshaker "That Can't Be My Baby" round up one brilliantly soulful album...
(in RateYourMusic)

FEBRUARY 1969: NEW SONGS ON THE TOPS

(a compilation from the TOPs of France, UK and US):
1910 Fruitgum Company: Indian Giver
Amen Corner: (If Paradise Was) Half As Nice
Beatles: While My Guitar Gently Weeps
Betty Everett & Jerry Butler: There'll Come A Time
Box Tops: Sweet Cream Ladies, Forward March
Cilla Black: Surround Yourself With Sorrow
Classics IV Featuring Dennis Yost: Traces
Cream: Crossroads
Creedence Clearwater Revival: Proud Mary
David Ruffin: My Whole World Ended (The Moment You Left Me)
Dells: Does Anybody Know I'm Here
Diana Ross And The Supremes: I'm Livin' In Shame
Dionne Warwick: This Girl's In Love With You
Donald Peers: Please Don't Go
Engelbert Humperdinck: The Way It Used To Be
First Edition: But You Know I Love You
Harmony Grass: Move In A Little Closer
Isley Brothers: I Guess I'll Always Love You
James Brown: Give It Up Or Turnit A Loose
Joe Dassin: Un Peu Comme Toi
Joe South: Games People Play
Marie Laforêt: Que Calor La Vida
Marv Johnson: I'll Pick A Rose For My Rose
Marvin Gaye & Tammi Terrell: Good Lovin' Ain't Easy To Come By
Marvin Gaye & Tammi Terrell: You Ain't Livin' Till You're Lovin'
Michel Polnareff: J'ai Du Chagrin Marie
Michel Polnareff: Ring A Ding
Nell MacArthur: She's Not There
New Colony Six: Things I'd Like To Say
Nicoletta: Liberté Mon Amour
Nina Simone: To Love Somebody
Paul Anka: Goodnight My Love
Peggy Scott & Jo Jo Benson: Soulshake
Peter Sarstedt: Where Do You Go Yo (My Lovely)?
Richard Anthony: Les Ballons
Rolling Stones: Sympathy For The Devil
Salvatore Adamo: Les Amours De Journaux
Sam & Dave: Soul Sister Brown Sugar
Sandie Shaw: Monsieur Dupont
Temptations: Run Away Child, Running Wild
Tommy Roe: Dizzy
Zombies: Time Of The Season