
Produção: Francis Ford Coppola
Realização: George Lucas
Argumento: George Lucas, Gloria Katz e Willard Huyck
Direcção Artística: Dennis Clark
Cenários: Douglas Freeman
Guarda-Roupa: Aggie Guerard Rodgers
Duração: 110'
Nomeações para os Oscars: Filme, Realização, Montagem, Argumento e Actriz Secundária (Candy Clark)
Estreia nos EUA: 1973, Agosto 11
Estreia em Portugal: 1974, Março
Mas para quase todos eles o destino encontra-se algures num novo conflito que aos poucos os irá envolver a todos: a Guerra do Vietname. Só que eles não o sabem ainda e por isso, naquele alvorecer da década de 60, o que importa mesmo é o Rock 'n' Roll e os namoricos de uma adolescência que se encontra no seu términus.
Na vida americana o automóvel ocupa lugar de destaque. Como sintoma de prestígio social, como arma, como elemento erótico por excelência.

O grande personagem de “American Graffiti” – e o personagem verdadeiramente novo pelo seu espírito – é Curt (uma promissora estreia de Richard Dreyfuss). Nele e por ele é que o filme de Lucas se define pela positiva, contrapondo à sua natureza nostálgica um optimismo liberal e ingénuo que reflecte afinal o espírito de Coppola e de Lucas (e o da geração deles) quanto à sua aventura no cinema americano. Para Curt, a memória (e nesse campo “American Graffiti” é pródigo, evocando canções, carros, roupas, comportamentos que fizeram história no fim dos anos 50 e começo dos anos 60) nunca é meramente auto-contemplativa, antes servindo de suporte à exigência de futuro e de abertura que ultrapasse os horizontes “provincianos” e “familiares” a que os outros personagens se remetem: «Where’s the dazzling beauty I’m waiting for all my life?», eis a divisa do comportamento de Curt.


























