Domingo, Julho 27, 2008

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 44


BRENDA LEE: ANTHOLOGY I + 2


The best selling female pop vocalist of the early to mid 1960s, Brenda Lee was an international megastar who sold over 100 million records (she was voted Best Female Vocalist by the New Musical Express for five consecutive years) all before she was 21. And while it is true to say she showed a preference for recording ballads in order to reach the greatest number of records buyers, she also possessed one of the toughest rock 'n' roll voices of the era - The greatest according to John Lennon.

TUDELLA CANTA ARTUR FONSECA


JOÃO MARIA TUDELLA: “UMA CASA PORTUGUESA”
Edição Original em LP GALLOTONE, GALP 1107, 1959 (South Africa)


1. Uma Casa Portuguesa (Ferreira, Sequeira, Fonseca) 3:13
2. Moçambique (Fonseca, Sequeira) 3:13
3. Baião, Baião (Fonseca, Paixão) 2:11
4. Magaíça (Fonseca, Sequeira, Ferreira) 3:38
5. Lourenço Marques (Fonseca, Sequeira, Ferreira) 2:56
6. É Uene (Fonseca) 1:50
7. Uma Estrela Falou (Fonseca, Ferreira) 3:57
8. Adeus Cidade (Fonseca, Ferreira) 2:34
9. Holiday In Lourenço Marques (Fonseca, Vieira) 2:57
10. Hambanine (Fonseca, Sequeira) 2:56
11. Macala (Fonseca, Ferreira, Sequeira) 3:12

Acompanhamento Musical: Dan Hill e Seu Quinteto

Este album é dedicado a todos os conterrâneos do Rato, essa gente boa nascida nas costas do Índico e que um dia sentiu o fascínio de uma terra única no mundo. Como João Maria Tudella, que nasceu em Lourenço Marques, a 27 de Agosto de 1929. Depois de uma adolescência passada em Coimbra, onde, para além dos estudos, se inicia no mundo da música, em 1950, numa das suas idas de férias a Moçambique, decide não regressar a Portugal. Em Março desse ano, ainda com 20 anos, estreia-se no Rádio Clube de Moçambique a cantar o fado de Coimbra. Aos elogios da imprensa vê juntar-se no ano seguinte o de Amália Rodrigues, que nessa altura realizava uma digressão pela então colónia portuguesa. São de Amália estas palavras: “tenho ouvido muitas vezes cantar o fado de Coimbra mas foi você o único que me deu emoção”. Em 1952 Tudella começa também a cantar na Rodésia e na África do Sul. Durante uma das suas actuações no clube The Colony, em Johannesburg, recebe um convite para gravar para a editora sul-africana Gallotone, iniciando assim a sua carreira discográfica. 1959 é um ano chave para Tudella: a canção “Kanimambo”, escrita expressamente para ele por Artur Fonseca, torna-se o maior êxito de sempre em Moçambique e, depois, em Portugal continental, o que permite a João Maria Tudella afirmar-se como uma figura de primeiro plano da canção nacional, não tardando a sua popularidade a estender-se a vários países europeus e também ao Brasil. Ainda antes da década de 50 chegar ao fim é editado este album, o sexto “Long Playing” gravado em Johannesburg e inteiramente prenchido com música de Artur Fonseca. Hoje é considerado um autêntico testemunho daquela época, um clássico absoluto, que estranhamente nunca foi remasterizado para cd, como aliás tantas outras preciosidades do passado. É pois com um certo orgulho que o vosso amigo Rato vos disponibiliza este disco, depois de uma limpeza digital feita com recurso a meios caseiros mas que devolve a estas canções toda a sua pureza original.
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This album is dedicated to all Rato’s countrymen (and countrywomen), those good people born in the coasts of the Indic Ocean that one day has felt the fascination of that land, unique in the whole world. Like João Maria Tudella, who was born in Lourenço Marques, the 27 of August, 1929. After his adolescence in Coimbra, where, besides the studies, he gives the first steps into the world of music, in 1950, when once more he went back to Mozambique for the holidays, he decides not to return to Portugal anymore. In March of that same year, with only 20 years, he stars in the Radio Club of Mozambique singing Coimbra’s fado (a very popular portuguese kind of music). After the good reviews in the press he receives a special attention from Amália Rodrigues, the diva of fado, who is on tour at Mozambique the following year. These are Amália’s words: "I have heard many times people sing Coimbra’s fado but you are the first one to give me emotion". In 1952 Tudella also starts singing in Rodhesia and South Africa. During one of his perfomances at the club The Colony, in Johannesburg, he receives an invitation to record for the South African Gallotone label, starting that way his discography career. 1959 is a key-year for Tudella: the song "Kanimambo", written for him by composer Arthur Fonseca, becomes the biggest success of all time in Mozambique and, later, in Portugal, becoming João Maria Tudella a first figure of the national song; his popularity soon extend to some European countries and also to Brazil. Still before the 50’s decade arrives at its end, the present album is edited, being the sixth "Long Playing" recorded in Johannesburg and entirely composed with Arthur Fonseca’s music. Today it turned into a real classic from those times, that strangely was never remastered into cd, like so many other rarities of the past. So, It is with a certain pride that your friend Rato shares this record, after some digital home cleanness which gives these songs all the pure original sound.
DAN HILL (1965)

Engineer GEOFF TUCKER at GALLO Studio 1

Sexta-feira, Julho 25, 2008

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 43

Just before Rato's Summer Holiday begins next week it's still time to present you with two new volumes of this great series. Here's the first one, with a couple of rare gems from South African Artists. I bet that many of you people never heard such precious songs like "Key To Your Heart" or "Lazy Life", this one a true Rato's favourite from the late sixties (I didn't even remember its existence until a good friend of mine has recently given it to me). Or those versions of "Sunglasses" and "How Do You Do".
Speaking of South Africa, I've received a friendly e-mail from Geoff Tucker, the engineer that recorded those wonderful "Sounds Electronic" albums with maestro Dan Hill (who's still working on a studio in Johannesburg). Meanwhile I've been collecting other South African songs and after my holidays I'll fix a double CD with the very best of those songs.
IT'S A PROMISE!

Segunda-feira, Julho 21, 2008

O MELHOR DE TEREZA TAROUCA

Fadista, Tereza de Jesus Pinto Coelho Telles da Silva nasceu a 4 de Janeiro de 1947, em Lisboa. É uma das grandes representantes do chamado fado aristocrático e um dos primeiros nomes a serem apontados como sucessora de Amália Rodrigues. Bisneta dos Condes de Tarouca, prima de Maria Teresa de Noronha e de Frei Hermano da Câmara, cresceu num ambiente musical, no seio de uma família de posses. Parte da infância passou-a numa quinta em Torres Vedras. Mas a família possuía outras propriedades, como uma outra quinta em Ponte de Lima, cujo ambiente a marcou.
Começou a cantar desde muito cedo, influenciada por Amália Rodrigues e Maria Teresa de Noronha. A sua primeira apresentação em público aconteceu, com apenas 13 anos, no Salão dos Bombeiros de Oeiras. De seguida foi entrevistada no Rádio Clube Português e cantou na televisão. Na altura, sabia apenas um tema, pelo que teve que alargar rapidamente o reportório. Uma grande ajuda foi a de Pedro Homem de Mello que, ao longo do tempo, escreveu-lhe dezenas de letras, numa profícua relação artística. Aos 15 anos, assinou um contrato com a RCA e gravou o seu primeiro disco. E três anos depois recebeu o prémio da Casa da Imprensa. Tereza Tarouca começou assim por ser uma menina-prodígio.
Tardou no entanto em profissionalizar-se. Só o fez de resto, após alguns concertos no Casino da Figueira, por exigência dos produtores. Aos poucos, a sua voz ganhou fama em Portugal. E foi cantando no estrangeiro, em países como Bélgica, Espanha, Estados Unidos, Dinamarca e Brasil. E também em casas de fados, de que se destaca o Novita, propriedade de Nuno da Câmara Pereira. O ritmo da sua carreira artística foi abrandando e na década de 90 praticamente se retirou. No entanto, nunca deixou de cantar.
Esta coletânea reúne as suas melhores interpretações, algumas delas verdadeiros clássicos do Fado, tão difíceis de encontrar nos escaparates das discotecas: "Canção Verde", "Cai Chuva do Céu Cinzento", "Fado Dor e Sofrimento" ou "Saudade Silêncio e Sombra", por exemplo. O alinhamento inicia-se com uma confissão. "Não Sou Fadista de Raça" e termina com esse espantoso "Testamento":
«...Quanto aos meus poemas loucos
esses que são só de dor
e aqueles que são de esperança
são para ti, meu amor...»

Domingo, Julho 20, 2008

ANTOLOGIA: AS CANÇÕES DA TECHA

«A crença humilde dos passarinhos, a versatilidade das nuvens no céu, a rigidez estranha das ondas do mar, a beleza meiga das noites com lua, a nostalgia tardia dos meninos de mãos livres e a esperança duns 17 anos de esperanças, duns cabelos loiros gaiatos, dum sorriso franco e amigo, duns olhos verdes de olhar aberto para dar, tudo isso na voz e na personalidade de Natércia Barreto (da Techa, como ela simples e natural como é, prefere que lhe chamem), da Rainha da Rádio de Lourenço Marques e Moçambique 65, títulos que eles só, já seguramente nos dizem como é ela na verdade a presença feminina mais popular e mais querida aos microfones de Moçambique.»
Assim rezava a prosa de José Eduardo Pereira na apresentação do primeiro EP da popular cançonetista laurentina, “Natércia Barreto Canta Para Si!”, editado em 1968. Muitos outros discos se seguiram, quase sempre de 45 rotações (formato muito em voga nos anos sessenta), quase sempre recheados de êxitos.
Rato Records procedeu ao inventário desses pequenos discos de colecção, a partir dos quais seleccionou os 23 temas que constam da presente Antologia. O som foi cuidadosamente remasterizado tendo-se conseguido atingir um elevado nível de qualidade sonora. Assim, é com muito orgulho e satisfação que aqui se faz a apresentação pública desse trabalho. Façam portanto o favor de usufruir desta magnífica coletânea, com a certeza de não irem encontrar algo igual ou mesmo parecido em qualquer outro lugar.

Sexta-feira, Julho 18, 2008

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 42


Quinta-feira, Julho 17, 2008

PEOPLE LIKE THEM

Original Releases in LP:
US: ABC/Dunhill DSX 5016 (October 71)
UK: Probe SPB 1048 (November 71)

O meu querido amigo YéYé trouxe à baila este derradeiro album dos M & P num recente post do seu muito-in blog, conotando-o como um dos seus preferidos de sempre (nos comentários a esse mesmo post o Zeca do Rock chama-lhe maravilhoso...). Não vou cair nesses exageros mas sempre adianto que apesar de terem passado trinta e sete anos (foi editado em fins de 1971) continua a ouvir-se muito bem.
Numa altura em que as carreiras a solo dos diversos membros da banda se tornavam cada vez mais importantes do que o projecto-grupo, esta obrigação contratual com a editora Dunhill poderia ter descambado em algo chato e desinteressante. Não foi o caso. Os doze temas reflectem o bom gosto das composições de John Phillips (não será por acaso que apenas a pior faixa do album, “I Wanna Be a Star”, seja da autoria de Michelle Phillips) e como sempre a excelente interpretação vocal, bem secundada também por competentes músicos de estúdio.
“People Like Us”, produzido por John Phillips, foi na verdade um sentido adeus de uma das bandas mais mediáticas da década de 60, numa altura em que o brilho dos Deuses do Rock começava já a definhar.

Quarta-feira, Julho 16, 2008

THE BLUES OF LONG JOHN BALDRY

Long John Baldry (o “Long” veio por acréscimo, devido à sua elevada estatura, cerca de 2.10 metros) foi um dos percursores (senão mesmo o mais importante) do chamado blues branco inglês. Filho de um polícia que serviu na Segunda Guerra Mundial, nasce a 12 de Janeiro de 1941, em Londres. Os seus dotes vocais (cujo tom grave e profundo nunca se conjugou lá muito bem com a imagem esguia do cantor) são reconhecidos desde tenra idade, quando pertencia ao coro da igreja de St. Lawrence, em Edgware. Inicia-se no Rhythm & Blues logo nos inícios da década de 60, integrado no lendário Blues Incorporated, juntamente com Alexis Korner e Cyril Davies, grupo que lança em 1962 aquele que é considerado o primeiro disco de blues inglês, “R & B At The Marquee”, e que serviria mais tarde de inspiração a John Mayall para formar os seus Bluesbreakers.
Em 1963 Baldry e Davies deixam Alexis Korner e os Blues Incorporated para formarem o Cyril Davies & The All Stars (com Jimmy Page na guitarra e Nicky Hopkins ao piano). Mas a morte por leucemia de Cyril Davies, logo no início de 1964, a 7 de Janeiro, tem como consequência a alteração do nome do grupo, agora apenas com Baldry como líder, que passa a chamar-se The Hoochie Coochie Men, por causa do tema de Willie Dixon de 1954. A formação era basicamente a mesma dos All Stars, com Geoff Bradford na guitarra, Cliff Barton no baixo, Keith Scott no piano e Micky Waller na bateria, mais Long John Baldry nos vocais.
A notoriedade de Long John Baldry no circuito de blues londrino cresce rapidamente, ao ponto de os próprios Beatles (então já no auge) o terem convidado em 1964 a participar na gravação de um programa para a televisão.
Por sua vez Baldry encontra numa estação de comboio (Twickenham) um jovem cantor a entoar um blues de Muddy Waters e, gostando daquilo que ouve, convida-o de imediato a integrar os Hoochie Coochie Men como segundo vocalista. O nome desse cantor era Rod Stewart.
O grupo edita dois singles, "Up Above My Head / You'll Be Mine" (1964) e mais tarde "I'm On To You Baby / Goodbye Baby" (1965), ao mesmo tempo que tocam regularmente na Eel Pie Island, para um plateia que incluia gente como Jimmy Page, Peter Green, Eric Clapton e Jeff Beck, entre outros.
Entre aqueles dois singles aparece, em Agosto de 1964, o primeiro e único album da banda, precisamente este “Long John’s Blues” (United Artists ULP 1081). Nas notas originais do LP pode ler-se: «... even when he sings the most famous blues, Long John is never content to echo earlier perfomances. He has always been his own man and he, never hesitates to twist the melody - sometimes even the words – to suit his ends. He is, in fact, a highly individual singer.»
No decorrer de 1965 os Hoochie Coochie Men acabam, para dar lugar aos Steampacket’s (com Brian Auger e Julie Driscol), que não chegam contudo a editar qualquer disco. Em 1966 aparece o segundo album, “Looking At Long John”, já sómente com o nome de Long John Baldry como intérprete.

Começa assim a carreira a solo de Long John Baldry que logo no ano seguinte, em 1967, consegue atingir o 1º lugar dos Tops britânicos com o tema “Let The Heartaches Begin”. Outro hit viria com a canção "Mexico", em 1968, que veio a tornar-se o tema dos Jogos Olímpicos daquele ano. A canção alcançou o nº 20 no Reino Unido. Com o estrelato, efémero, Baldry adopta um novo visual, com a barba, os cabelos compridos e os casacos de peles a alinharem pela moda daqueles finais dos anos 60. São editados os albuns “Let The Heartaches Begin” (1967), “Let There Be Long John” (1968) e “Wait For Me” (1969), nos quais abundam versões de temas famosos, interpretadas por Baldry num estilo marcadamente pop: “For All You Know”, “Smile”, “I Can’t Stop Loving You”, “Sunshine Of Your Love”, “Spanish Harlem” ou “Spinning Wheel”, entre muitos outros. Mas rapidamente regressa à sua eterna paixão, os blues, com a edição de dois discos, “It Ain’t Easy” e “Everything Stops For Tea” em 1971 e 1972, respectivamente, ambos produzidos por Rod Stewart e Elton John.

Imigra entretanto para os Estados Unidos (New York primeiro, Los Angeles depois), onde grava mais três albuns até ao fim da década de 70: “Good To Be Alive” (1973), “Welcome To Club Casablanca” (1976) e “Baldry’s Out” (1979). A partir de 1980 fixa residência no Canadá, onde consegue adquirir a cidadania nacional. Seguem-se os albuns “Long John Baldry” (1980), “Rock With The Best” (1982), “Silent Treatment” (1986) e “A Touch Of Blues” (1989). Sempre no Canadá, mas já na década de 90, são editados “It Still Ain’t Easy” (1991), “On Stage Tonight” (1993) e “Right To Sing The Blues” (1997), entre o aparecimento de diversas coletâneas (a mais importante será “The Pye Anthology” que contém oito temas inéditos, para além de versões em italiano e espanhol). Em 2000 é editado “Evening Conversation”, o 2º album ao vivo, e no ano seguinte o brilhante “Remembering Leadbelly”, que viria a ser o seu derradeiro trabalho – morre em Vancouver, a 21 de Julho de 2005, depois de lutar durante vários meses contra uma grave infecção no peito. Tinha 64 anos.

Terça-feira, Julho 15, 2008

"Black Roses, White Rhythm and Blues..."

Original Released on LP Asylum 6E-155
(August 1978)
As the '70s were drawing to a close, Linda Ronstadt began to make some slight alterations to her image and the kind of songs she sang. The cover for 1978's LIVING IN THE U.S.A. showed Ronstadt--who usually wore flowing dresses on roller skates, sporting short shorts and a satin jacket. And while she once again drew upon the work of songwriters whose work she had covered previously (J.D. Souther, Smokey Robinson), she also included songs by such bright stars of the moment as Elvis Costello (a nice reworking of "Allison") and Warren Zevon ("Mohammed's Radio.")The biggest hit on the record was the lead track, an energetic version of Chuck Berry's "Back in the U.S.A", in which Ronstadt continued her tradition of '50s covers (she had already scored big with Buddy Holly, Everly Brothers and Roy Orbison songs). She also enjoyed considerable chart success with Robinson's "Ooh Baby Baby" and her perky version of "Just One Look," which was, unfortunately, later used as a jingle in a camera commercial.

Recorded at The Sound Factory, Los Angeles, California from May 5 to July 3, 1978.
Personnel: Linda Ronstadt (vocals); Dan Dugmore (electric & pedal steel guitars); Waddy Wachtel (electric guitar, background vocals); David Sanborn (alto saxophone); Don Grolnick (piano); Mike Mainieri (vibraphone); Kenny Edwards (bass, background vocals); Russell Kunkel (drums); Peter Asher (cowbell, tambourine, background vocals); Andrew Gold, Pat Henderson, Sherlie Matthews, David Lasley, Arnold McCuller (background vocals).

Quarta-feira, Julho 09, 2008

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 41


Terça-feira, Julho 08, 2008

APACHEMANIA

“Apache”, tema composto por Jerry Lordan (1934 – 1995) e assim denominado por causa do filme norte-americano homónimo de 1954 com Burt Lancaster, sai em single (Columbia DB 4484) no Reino Unido, em Julho de 1960, interpretado por quatro jovens músicos que iriam entrar na história do Rock: Os SHADOWS.
Gravado em 17 de Junho de 1960 nos estúdio 2 de Abbey Road e tendo no lado B “Quartermaster’s Stores”, o single entra em 23 de Julho directamente para o 19º lugar do Top do New Musical Express, subindo um mês depois ao 1º lugar, onde se manterá durante 5 semanas (só em 12 de Novembro saíria das tabelas inglesas). Era a primeira vez que o recém-formado grupo inglês (até então apenas visto como os acompanhantes de Cliff Richard, que por acaso também participou na gravação de "Apache" tocando um tamborim chinês) utilizava uma câmara de eco para uma gravação, o que se impôs rapidamente como o seu som de marca. Começava assim a era do Rock Instrumental, que originou um boom na venda de guitarras eléctricas em todo o mundo.


Esta excitante coleção, editada em som de alta definição de 24 bits em 2004 pela Magic Records francesa, reúne 22 versões do celebérrimo tema. Para além dos Shadows (com a versão original e uma outra ao vivo no Olympia de Paris, 1975), uma série de países encontram-se aqui representados: França (Cousins e Guitares du Diable), Alemanha (Ricky King e Newtones), Suécia (Spacemen), Brasil (Jet Blacks e Jordans) ou EUA (Ventures e Surfaris), entre muitos outros. E no entanto estas 22 versões não passam de uma gota d’água, atendendo às centenas de versões existentes de “Apache”, que pode muito justamente ser considerado como o cássico absoluto de todos os clássicos instrumentais.

EP Columbia ESDF 1336 (FR, 1960)

THE SHADOWS
"Apache"

Domingo, Julho 06, 2008

THE BEAT OF THE POPS 23


Sábado, Julho 05, 2008

B.B. 63: LES PREMIÈRES CHANSONS

Voici le tout premier 25 cm de Brigitte, paru en 1963 sur Philips (B 76569). Agée 28 ans, B.B. pose sur la pochette en collant noir et pull rose, sa chevelure blonde relevée en chignon. Elle est assise sur une jolie chaise sur fond rouge. C’est très sobre et très suggestif en même temps.
L’album s’ouvre sur un titre bourré de punch signé Gainsbourg: “L’Appareil a Sous”. Un délice de jeux de mots sur un twist effréné, chorus de guitare à l’appui. Lorsque l’on connait l’admiration sans borne de Gainsbourg pour B.B., c’est une déclaration à peine déguisée, chanson à double sens dont il se fera le spécialiste par la suite.
Pour les morceuax de jazz, type “C’est Rigolo”, “Les Amis de la Musique” et “Everybody Loves My Baby” (standard des années 20 où l’on peut savourer son «accent» british) on sent l’influence de Claude Bolling.
La superbe chanson, mondialement connue, “La Madrague”, est due à la plume de deux auteurs de talent qui composeront dorénavant quasiment tous les tubes de B.B.: Jean-Max Rivière et Gérard Bourgeois. Sachant combien Brigitte tient à son petit nid douillet, univers protégé, où l’on pourrait presque citer ici les vers de Baudelaire: «Ordre et beauté, luxe calme et volupté», les deux auteurs créent ce magnifique joyau qu’est “La Madrague”. B.B. sussurre plus qu’elle ne chante et les paroles charment tout autant qu’elles peuvent agacer: «Sur la plage abandonnée, coquillages et crustacés qui l’eut crû déplorent la perte de l’été qui depuis s’en est allé»; chanson sur mesure pour Brigitte qui éprouve toujours autant de mal à quitter cet endroit familier, ce cocon qui la rassure tant.
Intéressant et remarquer “El Cuchipe” aux rythmes sud-américains nous dévoile une B.B. hispanisante, très à son aise. Elle est accompagnée pour la circonstance par le groupe Los Colombianos et par Narcisso Debourg et Pedro Serrano. De même, elle excelle dans la provocation dans “Invitango” avec des paroles coulées sur mesures pour elle: «Je vous invite à l’indécence de ce tango presque argentin où je ferai la connaissance de votre corps contre le mien».
Ce premier disque de B.B. est paru aux US en 1964 avec une autre pochette – un portrait de profil, cheveux retenus en chignons par un diadème. L’album, des plus luxueux, s’ouvre sur un livret contenant les paroles en anglais et en français. En prime, en pages centrales, comme dans le LP français, on découvre un poster de B.B. allanguie et très sexy, vêtue d’un pull violet et en fuseau noir, allongée sur une peau de panthère qui n’a rien de commun avec du synthétique! “L’Animal” au repos… aux aguets ou aux abois. Car comme le dit le texte, reprenant les propos de Simone De Beauvoir: «En amour elle est le chasseur comme elle peut être la proie. Le mâle est un objet pour elle et l’inverse est vrai aussi. B.B. représente ce que vous désirez. Son talent de chanteuse est reconnu. Un talent naturel qui la distingue, qui la démarque. Elle ne joue pas un rôle. Elle est.»

FRANÇOISE HARDY: "L'AMITIÉ" (1965)





Quinta-feira, Julho 03, 2008

RATO'S NOSTALGIA COLLECTION 50


Terça-feira, Julho 01, 2008

GRANNY TAKES A TRIP

Granny Takes A Trip was an iconic store in King’s Road, London, opened in early 1966 by young londoners Nigel Waymouth and Sheila Cohen. The shop brought a radical, iconoclastic approach to the fashion and style of the time, and paved the way for many of the designer boutique outlets that followed in the 1960's and afterwards.
The shop also became famous for its constantly changing façade. At one time the entire front was painted with a giant pop-art face of Jean Harlow (see picture below). Overnight, that was replaced by an actual 1948 Dodge saloon car which appeared to crash out from the window and onto the forecourt. Over the next three years contrasting changes such as this took place at regular intervals.
Granny Takes A Trip remained open during eight years, until 1973. Now, 35 years later, it has opened again last spring.
This album, compiled by owner Nigel Waymouth, is called Conversation's Dead Man (named after a comment from one of the store staff) and pulls together 18 tracks covering jazz, soul, blues and some contemporary rock of the time. It's perhaps not as experimental or cutting edge as you might think, but as Weymouth says: «You have to remember that 1966 was before rock as we know it - we didn't have that library of music - black American music was our music. We were of the same generation as the Beatles and the Stones, and we were listening to the same records.»