Domingo, Junho 29, 2008
Sábado, Junho 28, 2008
"Ruas da minha cidade, janelas do meu olhar..."
«Eis a costa do sangue. Aqui nasci, e ouvi cantar os homens. Com eles aprendi a cantar e a sofrer, aprendi o amor e a justiça. Com eles aprendi o verdadeiro nome de todas as coisas. Através deles, pude ver o negro focinho do lobo tingido de sangue. E vi o falcão devorar as entranhas da gaivota.
Lisboa constitui-se como referência primeira deste album incontornável, quer como personagem central (“Lisboa Meu Amor” / “ Ruas de Lisboa”) quer como pano de fundo a outras histórias (como o operário do “Monólogo” que depois de banhos na Caparica vai à Luz ver o Benfica ou como essa “Amélia dos Olhos Doces”, grávida de esperança, do Bairro da Lata do Cais do Sodré, que tem um gosto de flor na boca e na pele e na roupa perfumes de França). De referir também a presença dos belissimos “Nocturno” e “No Silêncio da Espera”, dois dos poemas de amor mais conhecidos de Joaquim Pessoa.
Gravado por José Manuel Fortes nos estúdios da Rádio Triunfo em Lisboa e editado em 1977 (a crítica distinguiu-o como o Melhor Album do Ano) pela cooperativa de música “Toma Lá Disco”, “Canções de Ex-Cravo e Malviver” tem arranjos e direcção musical de Pedro Osório e a participação de excelentes músicos e intérpretes (ver ficha técnica). O facto de em mais de trinta anos não ter conhecido qualquer edição em CD (mais uma lesa-cultura entre tantas outras) apenas torna mais oportuna a sua apresentação aqui, no blog do vosso amigo Rato, que a partir do vinil original (obrigado, Hugo!) conseguiu obter esta notável digitalização.
Sexta-feira, Junho 27, 2008
Quarta-feira, Junho 25, 2008
"She's My Lady Of The Stars..."
Original Releases on LP:
US (August 1977): Arista AB 4143
UK (October 1977): Rak SRAK 528
This is an attempted comeback album, again produced by Mickie Most, with Donovan abandoning the dreamy folk-rock he usually offered for slick studio pop. The idea followed a chance meeting between the two men. «We just decided that maybe we could do an LP together, but the difference this time was I worked with session musicians in the studio which was something I had never done before,» Donovan says. «In fact it was an experience quite new for us both – neither of us are used to working with live bands. I’m quite happy with the results although the album does seem to be going down better in Europe than in the US.»
Sábado, Junho 21, 2008
Sexta-feira, Junho 20, 2008
Domingo, Junho 01, 2008
"A princípio é simples, anda-se sózinho..."
Primeiro trabalho, portanto, a ser editado pela Orfeu da Arnaldo Trindade, em Maio de 1978, “Pano Cru”, o quinto album de originais do Sérgio é ainda hoje, trinta anos depois (!), o meu favorito entre todos. Com um som de Moreno Pinto em que os graves, predominantes, conferiam logo desde a primeira faixa (“...muito boa noite, senhoras e senhores...”) um impacto sonoro de grande profundidade, “Pano Cru” concretiza os sinais de mudança indiciados no trabalho anterior. É um album-charneira na discografia de Sérgio Godinho que contém dez temas de grande qualidade. Como se costumava dizer, no tempo do vinil, um album em que só era necessário levantar a agulha para mudar de lado.

A capa do disco surpreendeu então muita gente. «Era uma fotografia retocada à mão pelo gráfico Zé Brandão, e a foto de dentro uma brincadeira durante a sessão de estúdio, que serviu também para quebrar qualquer imagem mais séria. Era preciso, nessa altura...» Em Espanha o album conheceu edição, todavia com capa diferente e título traduzido para espanhol: “Retor”. «Foi uma iniciativa simpática, mas que não teve repercussão nenhuma. Para mim, e para três ou quatro espanhóis, é apenas um objecto de colecção.» Aliás raríssimo, difícil de encontrar nas feiras do disco que correm a Península Ibérica.

JOSÉ ALMADA AO VIVO
Na passada sexta-feira, dia 30 de Maio, José Almada deu um recital numa casa de espectáculos de Ovar. Foi o regresso ao contacto com o seu público, mais de 30 anos depois de ter gravado em disco as suas belissimas canções. Aqui vos direcciono para uma excelente evocação desse(s) momento(s), onde o meu amigo José Forte diz tudo, ou quase tudo sobre esse acontecimento.




















