Segunda-feira, Março 31, 2008
JMB: "Mudam-se os Tempos..."
Domingo, Março 30, 2008
CLYDE BARROW & BONNIE PARKER

Filme charneira do final da década de 60, "Bonnie & Clyde" deve grande parte do seu êxito e carisma a uma identidade de propósitos e desespero entre as gerações dos anos sessenta e as da época conturbada da grande depressão económica.
Sábado, Março 29, 2008
SG: "OS SOBREVIVENTES" (1972)
GALARZA 75
Sexta-feira, Março 28, 2008
Quinta-feira, Março 27, 2008
Terça-feira, Março 25, 2008
RATO'S INSTRUMENTAL COLLECTION
Trata-se de algo que ao longo dos meses os leitores assíduos deste blog me têm sugerido e acho que chegou a altura de os satisfazer. Além dos meus discos pessoais irei socorrer-me de muita coisa que vou encontrando nas minhas andanças pela net, pois como se sabe, existem centenas de blogs dedicados exclusivamente à música instrumental nas suas mais diversas vertentes: exotica, lounge, easy listening, etc. Independentemente do significado destas palavras, o único critério que tenciono seguir será o meu gosto pessoal que englobará certamente todas essas variantes, muito embora apenas o melhor dos melhores.
“Easy Delights” porquê? A razão é dupla: é que para além das delícias musicais, em que o chamado easy listening ocupará a parte de leão, tenciono aproveitar o ensejo e presentear-vos também com outras delícias mais terrenas que ocuparão a capa e verso dos sucessivos volumes. Afinal nada de novo, pois é algo que há muito já foi levado à prática, como o demonstra a recente coleção dos "Sounds Electronic" que acabei agora mesmo de partilhar com todos vós.
This is something that over the months the usual readers of this blog have suggested to me, and I think the time has come to satisfy them. Besides my personal records I will add many things which I found everyday in my travels trough the net, because, as you know, there are hundreds of blogs devoted exclusively to instrumental music in its many different genres: exotica, lounge, easy listening, etc.. Regardless of the meaning of these words, the only criterion that I intend to follow will be my personal taste that certainly will involve all of those variants but only the best of the best.
Domingo, Março 23, 2008
Domingo, Março 16, 2008
Sexta-feira, Março 14, 2008
OS BEATLES ARTIFICIAIS?
Por isso os Cream não acabaram, eles estão bem vivos em toda a música actual, mais do que os próprios Beatles cujas obras continuam a ser «embaladas luxuosamente» por todas as orquestras afinadinhas do mundo.
Os dois grupos formaram-se ao mesmo tempo mas os Beatles deram-se mais depressa a conhecer através de uma publicidade mais bem feita, primeiro: não desagradar totalmente aos «menos novos», segundo: cabeleiras sim, mas penteadinhas e lacadas, terceiro: ar inofensivo, quarto: fatos de corte irrepreensível com gravata e assim os papás ficavam enternecidos a ouvir os seus filhos cantar “Eu quero agarrar a tua mão”, “Gosto de dançar contigo”, etc... enquanto os Rolling Stones cantavam blues e country sound, como se tivessem nascido em Harlem ou Louisiana ou Nova York, deixando crescer desordenamente o cabelo, aparecendo em palco sem concessões ou «sorrizinhos» para capas de revista. O facto de terem sido perseguidos pela imprensa, censura e entidades oficiais inglesas e americanas fez com que toda a juventude se alinhasse atrás deles e a perseguição teve efeito contrário. Mick Jagger torna-se o símbolo da Juventude actual naqueles dois países e o mesmo começa a acontecer na Europa.
Numa época em que a publicidade pode ter importância decisiva no lançamento de um grupo os Stones nunca se serviram dela mas, muitos sectores da imprensa internacional se utilizaram deles tentando colocá-los em xeque. De nada valeu. Ei-los no seu trono, o de personalidade, de bom gosto, de intransigência.
Este texto é da autoria de José Cid, que no Quarteto 1111 e logo no ano seguinte, em 1971, comporia uma canção – homenagem intitulada “Ode to The Beatles”. Ele há coisas...
Quinta-feira, Março 13, 2008
"EM ÓRBITA": OS MELHORES DE 1970
A melhor gravação de 1970, apaixonada revisão de valores, é o desenterrar solene de um quase perdido sentido de pureza. Um desenho simples, esboço não acabado, recusa do sentimento subvertido ao desencanto. Atmosfera de rigor sagrado, memória distante transportada pelo eco dos abismos do tempo, revoar de asas mortas rejuvenescidas no Abrigo do Absoluto. Reencontro de emoções esquecidas, “Bridge Over Troubled Water”, é a melhor gravação de 1970.
Ainda segundo o programa “Em Órbita” “In The Summertime”, dos Mungo Jerry, foi considerada a pior gravação de 1970. E cito: «Uma completa manifestação de incapacidade criadora, que assume um carácter particularmente perigoso dada a forma quase científica como explora o instinto deseducado dos que não sabem tomar opções.»
Muito a propósito, descobri recentemente num velho alfarrábio, a minha própria classificação dos temas que mais gostei de ouvir nesse mesmo ano de 1970 e que transcrevo a seguir. Tem, claro, a grande virtude (ou desvantagem) de ter sido elaborada na época e de não ter sofrido portanto a clivagem do tempo:
1 – “Bridge Over Troubled Water” (Simon & Garfunkel)
2 – “Whole Lotta Love” (Led Zeppelin)
3- “Can’t Find My Way Home” (Blind Faith)
4 – “Instant Karma” (Plastic Ono Band)
5- “Let It Be” (The Beatles)
6 – “Immigrant Song” (Led Zeppelin)
7 – “Question” (The Moody Blues)
8 – “My Sweet Lord” (George Harrison)
9 – “Black Night” (Deep Purple)
10 – “Serenade” (Wallace Collection)
11 – “I’m A Man” (Chicago)
12 – “Wild World” (Jimmy Cliff)
13 – “Me And My Life” (The Tremeloes)
14 – “Magic Forest” (Fat Matress)
15 – “Hóspede” (José Almada)
16 – “All Right Now” (Free)
17 – “Marie Jolie” (Aphrodite’s Child)
18 – “Paranoid” (Black Sabbath)
19 – “Up On Creeple Creek” (The Band)
20 – “The Long and Winding Road” (The Beatles)
21 – “Wandrin’ Star” (Lee Marvin)
22 – “Solitary Man” (Neil Diamond)
23 – “Love Like A Man” (Ten Years After)
24 – “Lonely Days” (The Bee Gees)
25 – “Beaucoups of Blues” (Ringo Starr)
26 – “Teach Your Children” (Crosby, Stills,. Nash & Young)
27 – “Summertime Blues” (The Who)
28 – “See Me, Feel Mee” (The Who)
29 – “Je T’aime Normal” (Jean et Jeanette)
30 – “I Who Have Nothing” (Tom Jones)
Uma lista que mostra o gosto de um Rato com 17 aninhos, já muito eclético por sinal. Alguns dos temas foram editados ainda no fim dos anos 60, mas pelos vistos só se tornaram conhecidos em 1970. Curiosa a inclusão do “Hóspede” de José Almada a meio da tabela. Mas alguém me sabe informar que raio de tema é o “Je T’aime Normal” ??? É que eu próprio não faço a mínima ideia...
Quarta-feira, Março 12, 2008
"Não sabíamos mais, tínhamos quinze anos..."
Devido à grande insistência de pedidos, aqui fica de novo esta jóia rara, recuperada dos anais da memória para júbilo de todos os ratos de discoteca. Um album rarissimo e muito difícil de encontrar, editado exclusivamente em Portugal durante o ano de 1969. A editora foi a Valentim de Carvalho, pelo que se receia o desaparecimento das bobines originais de gravação.
São doze canções (mais duas do que a versão original espanhola) com letras e músicas do próprio Serrat, e versões portuguesas de Alexandre O'Neil (que assina 8 temas), António José (très) e Magalhães Pereira. É precisamente com a versão deste último, "Meu Amor Adeus" (a minha preferida de todas) que vos deixo:
e a janela em flor
a escada tosca e a imagem velha
recordações dum breve amor.
A cama negra e tão esburacada
d’alvos lençóis iguais
e a chegada duma madrugada
que juntos não veremos mais.
Não quero que teus olhos chorem
e procurem os meus
o caminho é tão longo
meu amor adeus!
Adeus, adeus, partirei à calada
que frio paira no ar...
mas vou cantar, gritar uma toada
assim o frio irá passar.
Não vou esperar e não quero ouvir nada
nem o ladrido do teu cão
nem o adeus dessa gente que é nada
inútil recordação.
Não quero que teus olhos chorem
e procurem os meus
o caminho é tão longo
meu amor adeus!
Pus a guitarra ao ombro e agora
vou p’ra longe daqui
quando na noite bater uma hora
não estarei já ao pé de ti.
Os anos hão-de apagar as pisadas
que deixo em teu redor
eu vou a pé, o caminho é tão longo
Terça-feira, Março 11, 2008
Segunda-feira, Março 10, 2008
O SOM DOS BEATLES
O intérprete dessa canção faleceu na passada terça-feira, dia 4, aos 85 anos, vítima de cancro. Chamava-se Norman “Hurricane” Smith. Talvez o nome não diga nada à grande maioria das pessoas mas ele foi um dos responsáveis pela descoberta de um som que hoje, mais de quatro décadas volvidas, ainda nos seduz a todos: o som dos Beatles.
Norman Smith deixou a sua marca em toda a discografia inicial dos Beatles, de 1963 a 1966, incentivando sempre a tendência crescentemente experimental da banda. O último album em que trabalhou do princípio ao fim com os Beatles foi o Rubber Soul, sendo responsável pela utilização da cítara na canção “Norwegian Wood”.
A MESSAGE FROM SIR PAUL McCARTNEY:
To speak of Norman "Hurricane" Smith brings memories flooding back because he was the first sound engineer that we got to know in the early days of the Beatles. We liked him because not only was he an excellent engineer at the time but one who always had a great sense of humour and a twinkle in his eye. We made a lot of great music together and were part of the birth of what to be an explosion in British popular music.
When later he became a recording artist in his own right I was pleased to hear his funky sound and gravely voice, which at Beatles sessions he had managed to keep well under his hat. I wish him the best of luck always and will never forget the exciting moments we shared.
Domingo, Março 09, 2008
BÉCAUD: LES PLUS BELLES CHANSONS
Sábado, Março 08, 2008
Quinta-feira, Março 06, 2008
Quarta-feira, Março 05, 2008
DUO OURO NEGRO: RAUL E MILO
TRINTA PEDAÇOS DE SAUDADE
Em Fevereiro de 1974, entrevistado por Regina Louro para a revista «Flama», Milo apontava, com algum sarcasmo, algumas razões para há muito tempo não actuarem em Portugal: «Quais são os artistas portugueses que têm actuado aqui? A verdade é que não há um sítio, uma casa de music-hall para cantarmos. Os teatros têm os seus elencos, os cinemas o que querem é vender filmes, a televisão contrata como vedetas cançonetistas que lá fora ficam num plano inferior a nós. Ao artista português mais não resta do que esperar pelo Verão para ir a feiras, festas na província, ou a um ou outro casino nas estâncias balneares. Fora desse período está condenado a uma carreira internacional».
Houve um tempo, um tempo breve, em que pareceu que a música popular portuguesa podia ser assim: uma coisa intercontinental, afro-europeia e euro-africana, que pregava um estilo de vida dominado pela elegância e a alegria; atenta às mudanças do mundo e a cada uma das novas tendências internacionais; ecuménica, capaz de acolher no seu seio a memória do antigo reino dos Kwaniamas enquanto gerava luminosas versões de canções dos Beatles cantadas em português e acotovelava as grandes estrelas da época, como Eartha Kitt, Peter Ustinov, Maria Callas, Charles Aznavour ou Gina Lolobrigida. Houve um tempo em que o Duo Ouro Negro, que nasceu no sul de Angola na segunda metade da década de 50, de lá saíu como uma estrela cadente, para fazer escala em Lisboa antes de partir em direcção a outras e mais vibrantes constelações. Houve um tempo em que pareceu que Angola ia ser assim.






































































































