Tuesday, November 04, 2008

"THE MISFITS / OS INADAPTADOS" (EUA, 1961)


FICHA TÉCNICA:
Produção: Frank E. Taylor
Realização: John Huston
Argumento: Arthur Miller
Cinematografia: Russell Metty
Montagem: George Tomasini
Música Original: Alex North
Direção Artística: Stephen B. Grimes e Bill Newberry
Cenários: Frank McKelvy

Estreia nos EUA a 1 de Fevereiro de 1961
*
CAST:
Clark Gable
… Gay Langland
Marilyn Monroe … Roslyn Taber
Montgomery Clift … Perce Howland
Thelma Ritter … Isabelle Steers
Eli Wallach … Guido
etc.


Qualquer realizador ambiciona criar pelo menos um clássico durante a sua carreira – um filme que aguente o teste do tempo e seja visto e revisto por sucessivas gerações de cinéfilos. Outros, menos ambiciosos, já se contentam em, por algum motivo, conseguirem gerar um cult-movie – uma espécie de filme B, que também aguenta o passar dos anos, mas cujas qualidades só são reconhecidas por uma pequena minoria.
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Na minha opinião John Huston conseguiu ambas as coisas com este belissimo filme, rodado logo no início da década de sessenta. Para além de um clássico e de um filme de culto, “The Misfits / Os Inadaptados” é um filme-charneira, pois de certo modo simboliza o fim do “studio system” de Hollywood. Realizado à parte da indústria fílmica, em completa liberdade, o filme define ainda o “fim da linha” para as carreiras de Clark Gable e Marilyn Monroe. Marilyn ainda haveria de participar na rodagem de mais um filme (“Something Got To Give”) mas a sua morte prematura aos 36 anos (a 5 de Agosto de 1962), impediria o filme de ser finalizado e abrir-lhe-ia as portas da lenda e da eternidade.

Clark Gable encontraria essas mesmas portas ainda mais cedo, logo a seguir à conclusão da rodagem de “The Misfits / Os Inadaptados”. Faleceu a 16 de Novembro de 1960, na sequência de um ataque cardíaco. O final das filmagens trouxe-lhe um temporário alívio (“Working with Marilyn Monroe on The Misfits nearly gave me a heart attack. I have never been happier when a film ended”), apesar de reconhecer a grande qualidade das interpretações, quer a de Marilyn (“Everything Marilyn does is different from any other woman, strange and exciting, from the way she talks to the way she uses that magnificent torso.”) quer a sua própria (“This is the best picture I have made, and it's the only time I've been able to act.”)
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Outro grande actor que marca este mítico filme, Montgomery Clift, entraria num acelerado processo de decadência física e profissional, tendo falecido prematuramente a 23 de Julho de 1966, apenas com 45 anos. Marilyn diria dele: "the only person I know who is in worse shape than I am."
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Por uma vez os tradutores portugueses achariam um título adequado para o filme: “Os Inadaptados” (no Brasil seriam “Os Desajustados”). Efectivamente é de inadaptação que aqui se trata. Inadaptação a um novo modo de vida que começa, encerrando um tempo de glória. Esse tempo de glória, outrora tão repleto de tradições, encontra-se agora agonizante, cercado pelo conformismo e pela apatia. Tenta-se ainda, num derradeiro esforço, alcançar a felicidade. Mas esta teima em fugir, diluindo-se na imensidão de um deserto, algures no Nevada. A perseguição aos cavalos rapidamente se revela incongruente e desnecessária para quem conserva ainda a ilusão da possibilidade dessa felicidade. E é essa descoberta que tanto nos emociona naquele epílogo – a liberdade é essencial para quem deseja ainda ser feliz. O plano final, de Roslyn e Gay é disso revelador:
Roslyn: How do you find your way back in the dark?
Gay: Just head for that big star straight on.
The highway's under it. It'll take us right home.
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Com argumento de Arthur Miller, então ainda casado com Marilyn (o divórcio oficial viria a 20 de Janeiro de 1961, apesar de se terem separado imediatamente após o final da rodagem) e filmado poeticamente por um inspirado John Huston (que seria nomeado para o prémio “Directors Guilde of America”), “The Misfits / Os Inadaptados” tem o seu epílogo, como vimos antes, numa longa e dramática sequência no deserto do Nevada onde a estrela Marilyn brilha intensamente sobre tudo e todos.

Não tanto pela explosão de revolta (“Killers! Murders! You liars! All of you liars! You're only happy when you can see something die! Why don't you kil yourself to be happy! You and your God's country! Freedom! I am not kidding you, you're three sweet damned men!) mas sobretudo pelas mil e uma matizes que conferem ao seu rosto algo de hipnótico e fascinante.
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São diversos os grandes-planos desse maravilhoso rosto, mas vale a pena rever várias vezes um deles (felizmente o DVD permite-nos isso), segundos após a libertação do potro selvagem e em que as palavras “Go Home…Go” são proferidas. Essas três palavras, ditas por aquela boca, naquela face, dá-nos, por breves momentos, toda a magia do Cinema.Resplandescente ao longo de todo o filme, não será exagero afirmar que esta sua interpretação será talvez o ponto mais alto de toda a sua curta carreira, apesar de grandes e maravilhosos desempenhos em filmes anteriores.

As imagens da rodagem do filme correram mundo. Obtidas pelos prestigiados fotógrafos da Magnum num ambiente verdadeiramente mítico, impuseram a agência como um grupo de artistas capazes de dar a ver o mundo do cinema para lá das suas imagens promocionais. Os nove fotógrafos, sete homens e duas mulheres, tudo registaram de forma púdica ou indiscreta, fria ou apaixonadamente - Henri Cartier-Bresson, Cornell Capa, Ernst Hass, Bruce Davidson, Erich Hartmann, Dennis Stock, Elliott Erwitt, os homens; Eve Arnold e Inge Morath, as mulheres.
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Fizeram centenas de fotografias que correram e correm mundo, e que o ano passado tivemos o privilégio de poder ver numa exposição em Lisboa. Aconselha-se ainda o livro “Magnum Cinema” onde, para além dos “Misfits” se podem apreciar fotografias de dezenas de outros filmes.Transcreve-se de seguida um texto da autoria de Inge Morath (1923 > 2002), responsável pela agência e com quem Arthur Miller se viria a casar:

«Havia cavalos selvagens, as paisagens do Nevada, John Huston e ainda, claro, três actores excepcionais, Clark Gable, Marilyn Monroe e Montgomery Clift. Não podíamos imaginar que eles iriam morrer tão depressa. Sentíamos que havia algo de grandioso. Esperávamos um filme notável, não sabíamos que se ia tornar mítico.

Esta filmagem interessou-me desde o início. Tinha lido na revista Esquire a história de Arthur Miller que serviu de base ao guião. Já tinha trabalhado com Huston, e Monty Clift era um amigo. A Magnum tinha feito um acordo de exclusividade com Frank Taylor, o produtor do filme. Então, por turnos de dois, sucedemo-nos no plateau. Não ficávamos lá mais que duas semanas, para manter a frescura do olhar.

Eu formava equipa com Cartier-Bresson. Compreendíamo-nos muito bem e o que era maravilhoso é que nem precisávamos de falar um com o outro. Trabalhávamos juntos e tínhamos sempre a certeza de não fazer nunca a mesma coisa. Havia nesta filmagem uma liberdade que já não existe nos dias de hoje. Portanto, desde que os nossos olhos e pernas fossem suficientemente rápidos, podíamos fotografar tudo o que quiséssemos.

Uma das maiores angústias da produção era saber se Marilyn vinha à rodagem ou não. Quando ela chegava ao plateau, entrava verdadeiramente em cena. Quando o deixava, desaparecia completamente e mais ninguém a via. Trabalhava sempre para a sua imagem. Eu tentava conseguir fotografias em que ela não estivesse em pose. Mexia-se de uma maneira que atraía automaticamente os olhos do fotógrafo.

Clark Gable era muito divertido. Enquanto estava à espera da Marilyn, contava-nos a história dos seus começos no cinema. Um dia, no plateau, disse-lhe que não tinha visto o que acabara de fazer. Ele respondeu-me que tinha usado os olhos para representar. E era verdade, principalmente nas últimas cenas, as que se passam no automóvel.

Conheci Arthur Miller na rodagem, mas só o descobri de verdade depois da ruptura com Marilyn. Trabalhei em muitos outros filmes depois daquele, mas nunca voltei a encontrar aquele ambiente especialíssimo, aquela alquimia particular, devido à unidade artística imposta por Huston no plateau, e que afectava tanto os actores, como os técnicos e os fotógrafos.»

23 comments:

antonio said...

Rato, longtime no see! :)
Mas vou orientando os meus amigos nesta direccção.
Este teu blog está cada vez melhor, e agora tem a música 'incorporada', uau!!!
É claro que tens o DVD, mas para o caso de estar difícil de encontrar e teres a net ligada, aqui vai, para backup:
http://closeupbarry.livejournal.com/5461.html

Boa noite! :)

Rato said...

Claro que tenho o DVD, como aliás todos em que Miss Monroe aparece - sou fã incondicional da mulher mais bela que apareceu num écran de cinema, numa televisão, num monitor de pc, num album fotográfico...
Este foi dos tais que tive de mandar vir pela net, pois inexplicavelmente nunca foi editado entre nós. Pelos vistos continua ainda hoje a ser considerado um produto marginal.
Felizes, pois, todos os "marginais" que o possuem!
Um abraço, António, e obrigado pelo teu comentário.

Ralph Louis said...

Nobody does a Marilyn Monroe like Marilyn herself. Almost any man in the audience will be taken in by her quirky unpredictable sensuous blonde character. Few will notice, or care, that she's too fat. A few hours of interacting with a girl like she plays will take years off a man's age. But then it's back to normal. Shucks!

Max Garrett said...

This is art in the only sense that matters.
Forget the Hollywood BS/gossipy trivia - this is a morality play.
Watch it again , its worth it!

Anonymous said...

I dont care what Marilyns critics say. they dont want to believe that Marilyn was a great and serious actress. THE MISFITS is apart from BUS STOP, Monroes greatest performance, she also played in a way her hardest role, herself. Emotionally disturbed and her marriage on the verge of break-up she put her all into the role as a divorcee. Arthur Miler tailor made the script for her and it was a great movie for her to finish her career on.

Nicole said...

The Misfits is an intruguing film that is both haunting and beautiful, a film that will stay with you forever.
Clark Gable and Marilyn Munroe play their final film roles to perfection, possibly giving the greatest performances of their careers. Gable screaming out in pure emotional agony, is the highlight of his performance in the film.
The final scene as Gable and Munroe begin to drive home is amazing. To have two huge stars drive off into the distance together is like they are leaving the world and going to heaven.
A film that will become etched in your mind for days, weeks and perhaps, for years to come.

bodryn said...

I remember when this movie came out in 1961. I didn't know how great it was then. I only knew I wanted to see it again the other night and see if I had missed something when I was younger and thought it was interesting. By the end of the movie I had tears streaming down my face and I am an English major who wanted to be a writer. I have 3 university degrees and thought I knew a lot but only in the last few weeks or so have I found what wisdom means and how much more valuable it is than so-called education. Retarded people can be wise! This movie has nothing to do with celebrity. It has to do with a fine actress who did an astounding performance along with Clift and Gable. Probably the finest performances in their lives in the hands of a master, based on a surefooted and confident playwright and also director who knew what they were doing. For those who don't recognize this I can only say try and read parables and explain them. Then you might get it. Don't be like the Zen student who tries to explain a riddle and gets slapped by the master who tells him go back and think some more.

hsalzber said...

not the colorized dancing comedian -- a made up caricature for hollywood....but a real life character with real living emotional strengths and weaknesses...or maybe its the straight, long flowing blonde hair, girl-next-door face, ski slope nose and fragile, vulnerable eyes that I can't get out of my mind...or all these human qualities set against the stark black and white wilderness.....to me, in this film, marilyn is a permanent vision of beauty

ecjones said...

Extraordinary work both before and behind the cameras and a timeless story make "The Misfits" look better with multiple viewings and the passage of time. I don't believe 1961 audiences were quite prepared for the experience. It's more a character study than a neat, linear narrative, and there is no titanic struggle between good and evil; all the characters fit somewhere in between. They may be misfits in society, but not with each other.

nowhereman said...

Obrigado, Rato, por te lembrares da maravilha deste filme. E que magníficas fotografias!
Infelizmente é como dizes, esta obra-prima nunca foi editada em Portugal em DVD. Editaram alguns dos outros, os mais "populares", mas esta pérola ficou uma vez mais esquecida. Felizmente que existe a net, não é?
Um abraço

Anonymous said...

....É uma Misfitsicação...

esta mulher nunca existiu...

(...tal como o Pai Natal) e
é uma história que contam aos meninos grandes (ratitos) que querem acreditar...
eterna fantasia....

(para que se diga e se saiba, e para que conste,nos manuais de
toda a rataria, e arte do bem viver)

Ganza

gin-tonic said...

Uma das poucas coisas "five stars" do "Público" foi há um ou dois anos ter publicado os filmes da Marilyn , com excepção de "Os Inadaptados". Por tudo, mas mesmo tudo, que o envolve, este éum filme inesquecivel e inclassificável. Mas por mero gosto pessoal há um filme da Marilyn que me delicia, ao ponto de o ter visto não sei quantas vezes: "The Seven Year Itch" do Billy Wilder e que por cá se chamou "O Pecado Mora ao Lado".
Por fim, mais um belo trabalho de Mr. Mouse.

Rato said...

Olá Hugo, espero que já te encontres melhor.
"The Seven Year Itch" (literalmente a tal "comichão" que dá nos homens de meia idade durante uns críticos sete anos) é uma comédia deliciosa que, como todos os outros filmes da Deusa, já vi dezenas de vezes. Mas na vertente comédia prefiro o "Let's Make Love" com o Montand.
Para mim a outra grande obra da Marilyn, para além dos "Misfits" é sem dúvida a "Paragem de Autocarro / Bus Stop". Também neste existe um "momento de magia", numa das sequências do bar (uma vez mais um grande-plano inesquecível. Julgo que sabes ao que me refiro).
Não sei se já tens o DVD dos "Misfits", mas em caso negativo avisa pois este sábado vou entregá-lo ao Daniel Bacelar para fazer uma cópia (tive de o "convencer à força" pois o nosso amigo não é fã da MM. Mas como nunca viu o filme - heresia! - vai experimentar).

billy rider said...

Normalmente, quem nunca viu os filmes da Marilyn não gosta da senhora. Tem dela apenas aquela imagem comercial de pin-up decorativa e disponível para o prazer. Nos "Misfits" existe até um momento em que a situação é "gozada", quando a porta do guarda-fatos é aberta e se vislumbram várias fotografias nas tais poses de calendário. Roslyn (Marilyn) tenta fechá-la por duas vezes, contra a tentação de Guido (Eli Wallach) que, guloso, quer ver as ditas fotografias.
Mas isto tudo para dizer que esta é a imagem "errada" da actriz. Porque depois, quando calma e serenamente, se começam a visualizar os seus filmes, a imagem pré-concebida desfaz-se e achamo-nos na presença de uma outra mulher, sensível, indefesa, a quem só nos apetece proteger e acarinhar. E descobrimos, incrédulos, a maravilhosa actriz que ela foi.

José Sepúlveda said...

Billy Rider: puseste realmente o dedo no cerne da questão - existem de facto duas Marilyns, a dos calendários e a dos filmes. E também tens razão em dizer que normalmente o "caminho de aprendizagem" se faz da primeira para a segunda. Mas ainda bem que isso é assim.
É claro que só estou a falar da imagem pública da Marilyn. A Norma Jean Baker, essa, pouca gente a terá conhecido verdadeiramente.

Anonymous said...

"The Misfits" é de facto um belo filme. Sem dúvida um dos melhores da Marilyn Monroe e também da década de sessenta - figurará sempre num TOP 10 desses anos. É um filme que não envelhece, vê-se hoje ainda melhor do que quando se estreou, há 47 anos atrás!

antonio said...

Fantástico, aqui as pessoas até sabem do que estão a falar, isto está muito internacional, vou ter que aprender inglês e tudo... :P

Agora a sério, tipo 'notas de rodapé':

1. As duas Marilyns de que o sepúlveda fala são só uma e a mesma, e incluem a fulana que estava tão janadinha que chegava atrasada aos sets e sem vontade de trabalhar. Mas ela era ...a Marilyn, portanto esta conversa não interessa, enough said. :)

Quem nunca viu um filme da Marilyn (asim como em um ? unzinho só ?? 1 ??? pode candidatar-se a emigrar para Marte logo que seja possível. Não acreditem no camarada Elton João, marte é um óptimo lugar para educarem os vossos filhos...


2. Todos os filmes aqui mencionados deviam ser objecto de teses de doutoramento, ele há teses -- aprovadas 'com distinção' and all that jazz... -- sobre assuntos muitíssimo menos relevantes, e olhem que isto é só entertainment... (em português esta palavra parece ter sido comprada numa loja de 300, não desfazendo...)

3. Aqueles funcionários do Ministério da Justiça ou lá o que era que viam os flix's, lhes davam a classificação 'etária' (suffer little children...) e lá traduziam os títulos para consumo tuga, por uma vez acertaram: 'O pecado mora ao lado' é muito melhor do que...'A comichão/coceira/whatever dos 7 anos'...
Valha-nos o senhor, ainda havia funcionários públicos que não estavam sempre a dormir em serviço... :P

cruz said...

Ninguém gosta do "Some like it hot" ("Quanto mais quente melhor")

Já agora para quando novo destaque a Audrey Hepburn

cruz said...

Sobre Audrey Hepburn


"Lá para o meio do filme, naquela que foi eleita pelo American Film Institute como a centésima obra mais romântica de sempre ("Jerry McGuire" de Cameron Crowe), o personagem interpretado por Tom Cruise diz algo como: ‘That's more than a dress. That's an Audrey Hepburn movie’.


Ora, à altura do visionamento de Jerry Maguire, não tinha tido ainda a sorte de ver qualquer filme com Audrey Hepburn, pelo que desde muito cedo esta citação ajudou a demarcar a distinta posição que esta actriz viria a ocupar no imaginário deste seu agora confesso fã.

An Audrey Hepburn movie acabou por se tornar numa frase repleta de misticismo, antevendo uma personagem carismática e de classe arrebatadora, cujos filmes seriam muito provavelmente uma imagem da beleza intemporal de outrora, na era dourada de Hollywood.

Alby Singer in http://premiere-portugal.blogspot.com/search?q=audrey+hepburn

manuel said...

Billy Wilder foi um grande realizador

"Some like it hot" e "Sabrina" são duas das suas grandes obras-primas.

Já do "Pecado mora ao lado" não sou um grande admirador, nomeadamente porque acho que a Monroe merecia contracenar com um actor mais carismático que o Tom Ewell.

E há muitas outras belas actrizes a recordar: louras (Lana Turner, ...), morenas (Jean Peters, ...), ruivas (Rita Hayworth, ...), ...

fernandes said...

A revista "Premiere" deste mês aborda vários filmes com rodagens atribuladas, sendo "Misfits" um dos filmes referidos no artigo

Rato said...

E o "Apocalypse Now" a liderar, é claro!
Aproveito para saudar o reaparecimento da Premiere Portuguesa. Faz sempre falta uma revista especializada, no caso sobre Cinema. Pena é que no campo da música estejamos limitados à Blitz.

Rato said...

Cruz, no "ranking Marilyn" "Some Like It Hot" virá sempre nos 5 primeiros. Trata-se de mais uma deliciosa comédia assinada pelo Wilder e com uma frase final antológica: «Well..., nobody is perfect!»