Terça-feira, Outubro 30, 2007

DVD "HELP", totalmente remasterizado, a 5 de Novembro nas lojas!

Depois de A Hard Day's Night (Richard Lester, 1964) e do filme de animação Yellow Submarine (George Dunning e Dennis Abey, 1968), um terceiro filme dos Beatles chega agora ao DVD. Tal como os anteriores, surge em cópia expressamente restaurada para o efeito. Além do restauro da imagem, o som foi também alvo de intervenção técnica, remisturado para 5.1. O DVD, a editar no próximo dia 5, segunda-feira, inclui, além do filme, uma série de documentários preparados para esta edição.

"The Beatles In Help" é um making of rodado 32 anos depois. Recupera o som de declarações dos quatro Beatles na época, mostra imagens de bastidores e junta entrevistas, actuais, a figuras-chave na criação de Help!, do realizador Richard Lester à actriz Eleanor Bron (que inspirou a Paul a canção "Eleanor Rigby"), não esquecendo a designer Julie Harris, responsável pelo guarda roupa.
"The Restauration of Help" é, como o título indica, uma minuciosa apresentação do longo processo de recuperação do celulóide original.
"Memories of Help", por sua vez, é uma reunião de recordações, na primeira pessoa, de figuras associadas à produção.
Filme e documentários são legendados. O conjunto de extras inclui ainda uma cena inédita, trailers promocionais (dois norte-americanos e um espanhol) e ainda dois spots usados na rádio norte-americana na altura da estreia do filme em 1965.
Além da edição normal surgirá no mercado uma outra, limitada, que incluirá, além do filme e do segundo DVD com extras, um livro de 60 páginas com fotos e notas de produção, e a reprodução do guião original com anotações e um poster.

Help! (estreado em Portugal, na época, com o título Socorro!) foi, cronologicamente, o segundo filme dos Beatles. Depois de uma estreia num registo próximo do documental (em A Hard Day's Night, entre nós estreado como Os Quatro Cabeleiras do Após-Calipso), o realizador Richard Lester propôs uma ideia de ficção, temperada com o sentido de humor, ainda alguma ingenuidade e o bom clima que então era vivido entre o grupo. Richard Lester teve à sua disposição um orçamento maior que o de A Hard Day's Night.

Help! (que inicialmente era para se chamar "Eight Arms To Hold You") foi, assim, rodado a cores, levando os Beatles a locais tão variados como, entre outros, os Alpes austríacos, as Bahamas ou Londres. Em tempo de trabalho intenso, com vários concertos agendados, a escrita e gravação de canções entre as suas preocupações e num momento de evidente conquista de uma maturidade criativa (que depois gerou os mais importantes discos do grupo), Help! foi verdadeiro desafio para os quatro músicos. Durante a rodagem George Harrison descobriu o som da cítara e uma paixão pela cultura indiana, que viria a ter repercussões no futuro da sua música; e Paul McCartney andou parte das filmagens à volta de uma canção que de início teve o nome de "Scrambled Eggs" mas que no final passou a charmar-se "Yesterday".

Segunda-feira, Outubro 29, 2007

FRANÇOISE HARDY: "ENGLISH 3"

This third and rare english album by mademoiselle Hardy was originally released in South Africa, by World Record (ORR 6057), in 1969, with the name of the french singer issued as "Francois Hardy". Then, in 1970, this same album appeared in the UK, Australia and New Zealand with another cover and title: "One-Nine-Seven-Zero"; and also with a third cover and title, "Alone", in Canada and in the USA.

Sábado, Outubro 27, 2007

CALOIROS DA CANÇÃO 3

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 30


WALLPAPER: "The White One"

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Terça-feira, Outubro 23, 2007

THOSE CLASSIC GOLDEN YEARS 29


Sábado, Outubro 20, 2007

WALLPAPER: "Don't Let Me Go"

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Variações do Fado 6


WALLPAPER: "Eléctrico de Lisboa"

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WALLPAPER: CHUCK BERRY

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Thanks for this one, Bernardo!

Sábado, Outubro 13, 2007

Variações do Fado 5


´"ESCRITO NA ALMA"

Aqui o Rato anda perdido de amores por esta voz do Fado. Mas é muito difícil encontrar discos disponíveis desta senhora, quer nas lojas quer na net. Tive a sorte de ter encontrado este, de há 10 anos atrás, e que aqui vos deixo. Ao que parece a carreira desta fadista começou um pouco tarde, já depois dos 40 anos (ela está agora com 67 pois nasceu em Lisboa, a 15 de Maio de 1940), razão pela qual a sua discografia não será muito extensa. O 1º album, ainda em vinil, foi editado em 1984, numa tiragem limitada e particular, tendo o 1º CD só visto a luz do dia oito anos depois. De qualquer modo gostava de conhecer toda a discografia desta grande dama do Fado, pelo que todas as contribuições serão muito bem vindas.

Quarta-feira, Outubro 10, 2007

WALLPAPERS: 3 More From Bernardo

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RATO'S NOSTALGIA COLLECTION 43

Terça-feira, Outubro 09, 2007

MINA IN SPAGNA


Grazie al vampiro verdier per questo album

Domingo, Outubro 07, 2007

RATO'S NOSTALGIA COLLECTION 42


FAUSTO PAPETTI: 9ª RACCOLTA (1968)


Sábado, Outubro 06, 2007

A VOZ DE AMÁLIA

Com a voz de Amália Rodrigues é a própria alma de Portugal que nos surge. A verdade é que nenhum outro intérprete do fado conseguiu, como ela, ser o reflexo da sensibilidade de todo um povo, desse povo que nela se reconhece. O fado, esse canto melancó1ico e apaixonado, começou por se cantar nas tavernas do porto de Lisboa. Se, depois, foi adoptado por todos apesar da sua origem e se se tornou parte integrante da vida de Lisboa, é a Amália Rodrigues que o deve. Não admira. pois, que os melhores poetas do país tivessem proposto os seus textos a Amália. A sua interpretação profunda e subtil sabia dar aos poemas todo o seu significado e toda a sua beleza.
A qualidade musical das canções, é obra de um compositor muito dotado: Alain Oulman. Embora português de adopção, ele soube renovar a fado e criar um novo estilo, unindo elementos de música clássica às melodias de origem popular. O seu encontro com Amália, no início da década de sessenta, foi um encontro feliz, já que, depois de Frederico Valério, raros compositores tinham compreendido a sua voz. Voz que Alain Oulman entendeu como nenhum outro, para ela escrevendo uma música de forma ampla mas definida, a que sabia ligar sempre uma melodia carregada de ambiente, permitindo que Amália se transfigurasse, se desdobrasse nas suas incessantes improvisações. E permitindo também, através da sua música, que Amália cantasse os poetas de que tanto gostava.

Assim, é todo um novo reportório que irá surgir na voz de Amália e que atingirá um dos seus pontos mais sublimes neste album, editado logo no início da década de setenta. As doze canções que ela nos apresenta neste album histórico (talvez um dos melhores registos de toda a discografia do Fado) são os frutos maduros de dez anos de relacionamento entre o compositor e a Diva: todas as músicas levam a assinatura de Oulman, distribuindo-se a autoria das letras pelos maiores poetas da língua portuguesa: David Mourão-Ferreira, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill, Ary dos Santos, Cecília Meirelles, António de Sousa, Pedro Homem de Mello..., Luís de Camões! Com gente desta, o resultado final só poderia ter sido o que foi: uma obra-prima absoluta da canção portuguesa.

Sexta-feira, Outubro 05, 2007

OLÉ MADRID!

Basically, the Phase 4 Stereo banner was sometimes seen as an excuse to play with the boundaries of recorded sound by mixing weird effect with traditional orchestral sounds, allowing arrangers like John Keating and Roland Shaw to place rock stylings in the mix with traditionally fuddy-duddy big bands as a way of exploring these new possibilities.
You might think that Phase 4 Stereo has something to do with the quadraphonic sound that shone briefly in the early part of the 70's, but that's not the case. It did however, have a good deal to do with the technological developments in sound recording that Decca had pioneered earlier. In this day and age, with hi-fi recording taken for granted, it's often difficult to envisage that there was a time when it was not thus.

Before Decca release the first stereo recordings in 1958, everything was in glorious mono, and one speaker was all that you needed to groove on down. With stereo and the use of two channels of sound the listener could sit at the centre of the action...this was Phase 1. Phase 2 was long playing records, phase 3 was stereo, so the next new twist was phase 4. More specifically, the left and right channels of stereo were recorded without the right channel bleeding over to the left and vice versa. The stereo effect was much more pronounced, be that good or bad.
Phase 4 may have been a marketing gimmick, but some of the recordings made with that process are absolute treasures, with or without the special features of Phase 4 multitracking.

This album, from 1967 (PFS 34091) is a very good example of Phase 4 possibilities. The scene is set in Spain, Madrid, at a bullfight arena. Roger Laredo conducts his orchestra through some spanish classics, like “Malagueña”, “Andalucia” or “Ritual Fire Dance”. But the most exciting track is a traditional arrangement called “Rumba Flamenca”. I think you’ll be very amazed by this glorious sound (it was ripped at 256 kbps, directly from the original vinyl Lp) and, in the first six tracks (the Side 1 of the album), if you close your eyes you’ll be transported to the fiesta brava. Olé Toreador!

Variações do Fado 4


WALLPAPER: "Mar Português"

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Quinta-feira, Outubro 04, 2007

"LISBOA À NOITE": A Descoberta do FADO

Agosto de 1969. Imaginem um adolescente de 16 anos em férias em Lisboa, acabado de regressar com a carteira vazia de uma longa viagem pela Europa e habituado a gastar até aos últimos escudos da mesada mensal nas últimas novidades discográficas da música pop da época.
As tentações em vinil são mais do que muitas, e ainda por cima se anuncia para muito breve o aparecimento de mais um album dos Beatles, pelo que se impõe a maior poupança possível. Nesse cenário, a última coisa que eu pensava comprar naquelas férias seria um disco de fados. Aliás, nem sequer seria a última coisa, pois para quem a palavra “Fado” era sinónimo de música retrógrada de velhos marialvas, qualquer gasto nesse tipo de música seria equivalente a jogar dinheiro fora. E, no entanto, foi isso mesmo que aconteceu...

Num sábado à noite fui quase como que arrastado por familiares para uma “ida aos fados”. A dita casa chamava-se Lisboa à Noite e era um restaurante típico do Bairro Alto, localizado no nº 69 da Rua das Gáveas (ainda por lá funciona). A atracção principal era a fadista Fernanda Maria, na altura no esplendor dos seus 30 anos, mas foi o segundo nome do cartaz que virou do avesso toda a minha concepção relativa ao mundo do Fado. Quando aquele homem, de aspecto rude e um tanto ou quanto provinciano, se colocou entre a viola e a guitarra e soltou todo um vozeirão impregnando aquele pequeno espaço com sons vibrantes de emoção, foi quase como que um raio me atingisse de cima a baixo: tinha tido o meu primeiro encontro imediato com a realidade do Fado! E no fim da noite não resisti a trazer debaixo do braço um dos discos que por lá se encontravam à venda, precisamente este, que agora aqui vos deixo. Com direito a autógrafo no verso e tudo.

Foi portanto este album do Manuel de Almeida o primeiro disco de fados em que gastei as minhas parcas economias da altura. Ao longo dos anos muitos se seguiram, como também tive outros encontros imediatos inesquecíveis com gente do fado, como com o Carlos do Carmo no Faia, ou a Argentina Santos na Parreirinha de Alfama. Tive ainda o raro privilégio de ouvir ao vivo o grande Marceneiro, já não sei em que lugar, pois como se sabe ele era um autêntico saltimbanco e aparecia quase sempre de surpresa em diversas casas típicas. Para além do prazer que sempre continuei a sentir em cada “ida aos fados”, fui descobrindo pela vida fora os meus intérpretes de eleição: Carlos Ramos, Maria Teresa de Noronha, António dos Santos, a emocionante Tereza Tarouca (uma das minhas preferidas de sempre), a grande Amália é claro, o Zito de Moçambique e, mais recentemente, a Mariza, a Cristina Branco e sobretudo a Ana Moura. Mas o Manuel de Almeida terá sempre um lugar muito especial dentro de mim, pois foi graças a ele que descobri e aprendi a amar o Fado.

Aqui fica uma pequena sinopse do fadista, repescada em vários locais na net:
Manuel Ferreira de Almeida nasceu em Lisboa, no Bairro da Bica, a 27 de Abril de 1922. Teve como actividade principal a profissão de fabricante e desenhador de calçado feminino.
Aos 10 anos começa a sentir o gosto pelo Fado, começando a frequentar os retiros fadistas, mas só aos 28, no início da década de 50, aceita os insistentes convites para se tornar profissional.
A sua estreia foi no restaurante típico A Tipóia, dirigido por Adelina Ramos, fadista de nomeada, onde se manteve 12 anos, após o que passou a actuar no restaurante típico Lisboa à Noite, ao lado de Fernanda Maria, tendo por lá permanecido outros tantos anos até ao 25 de Abril. Cantou ainda esporadicamente no Estribo, no Retiro do Malhão, no Faia, e no Olímpia Clube.
Em 1962 é-lhe feita a Festa de Consagração levada a efeito no Pavilhão dos Desportos, e nos dois anos seguintes recebe o prémio da casa da Imprensa. Actua na RTP com Natércia da Conceição e Mariana Silva e faz parte do espectáculo itenerante de Maria Pereira "Cor é Vida", além de pisar diversos palcos estrangeiros.
Em 1979 o fadista Rodrigo inaugura a sua casa, o Forte Dom Rodrigo, em Cascais, e convida Manuel de Almeida, que ali se manterá até ao fim da sua vida, em 1995.

Manuel de Almeida gravou mais de uma dezena de LPs e cerca de vinte e cinco singles. Um dos albuns mais significativos da sua carreira foi a edição, em 1987, de “Eu Fadista Me Confesso”, produzido por Rão Kyao, tendo sido considerado pela crítica como um pioneiro no enlace entre a tradição e a modernidade.
Em Fevereiro de 1994, para comemoração das suas bodas de ouro, é-lhe feita uma sentida homenagem no Teatro São Luiz, em Lisboa.
Manuel de Almeida, foi desde sempre um aficionado da festa brava, e também um grande adepto do desporto, chegando a praticar futebol e atletismo, embora fosse o ciclismo o seu passatempo preferido.
Em 1996 a Casa da Imprensa concede-lhe a título póstumo o Troféu-Prémio Carreira e Cascais dá o seu nome a duas ruas da cidade.

Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Variações do Fado 3


WALLPAPER: "Mural de Alfama"

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Terça-feira, Outubro 02, 2007

Variações do Fado 2


WALLPAPER: "Alfama"

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